A próxima top model

Texto de Mari Moscou.

Olá, queridas e incipientes leitoras deste belíssimo blog!

Me chamo Marília, mais conhecida por aí como Mari Moscou ou, no twitter, como@mariliamoscou. Sou paulistana, tenho 24 aninhos e milito como feminista desde minha adolescência. Sou socióloga da educação, mestranda da Unicamp e estou prestes a me casar com o homem da minha vida. Que lindo!

Para minha “estréia” (uhu) escolhi um programa que acompanho e que muitas das minhas companheiras blogueiras assistem chamando-o de “guilt pleasure”, ou o prazer da culpa: America’s Next Top Model. A “culpa” no caso seria por acompanhar com prazer um programa que apóia a indústria da moda e da beleza, que são responsáveis diretas e indiretas por padrões inatingíveis de beleza e baixa auto estima entre adolescentes e adultas – parte de um grande esquema de culto ao corpo.

Até aí, meninas, pensemos juntas: qual programa de TV não faz isso? Mesmo reality shows, raramente escolhem pessoas muito fora do padrão para participarem (exceto “Perder Para Ganhar”, mas aí já é outra história).

O que eu acho bacana no America’s Next Top Model é que no programa fica muito claro que ser modelo não é ser bonita. É preciso um investimento muito grande da menina em sua carreira, é preciso uma série de habilidades e estratégias pessoais. É um trabalho MESMO. Isso desmistifica a idéia de que uma profissão feminina como a de modelo, “vale menos” ou tem status menor do que a de jogador de futebol, por exemplo, “porque ele treina”.

Além disso, a Tyra Banks é mesmo uma business woman de muito sucesso, comanda o programa, edita, dá dicas, etc. e aparece como um modelo a ser seguido: carreira de modelo que a lançou para realizar outros projetos próprios. Projetos próprios, olha como isso é bacana!

Talvez eu só esteja muito empolgada com coisas que a maioria das pessoas nem identifica como o mais legal ou mais importante do programa. Mas fico tão feliz com estas coisinhas que resolvi compartilhar aqui.

E você: já assistiu America’s Next Top Model? O que achou?

Autor: Mari Moscou

Socióloga, blogando firme desde 2005. Mestranda na Unicamp, escorpiana, atéia.

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