Severina

Na quinta-feira (25), vimos nos jornais a notícia de que uma mulher de 44 anos tinha sido absolvida da acusação de mandar matar o próprio pai, em Caruaru (PE). De acordo com o processo, o pai a submetia a abuso sexual desde que ela tinha 9 anos. Por quase três décadas, a agricultora foi obrigada pelo genitor a viver maritalmente com ele. Aos 15 anos, Severina teve o primeiro dos 12 filhos, a maioria morta em decorrência de problemas genéticos, da falta de acompanhamento médico e por causa das agressões físicas praticadas pelo pai-avô dos bebês. Apenas cinco das crianças, hoje com idades entre 12 e 19 anos, sobreviveram.

A agricultora Severina Maria da Silva contratou dois homens para matar o pai, ao perceber que ele assediava uma de suas filhas-netas. No julgamento, até a Promotoria pediu a absolvição da acusada. O júri popular acatou a tese da defesa, de “inexigibilidade de conduta diversa”, ou seja, de que a ré não poderia ser condenada porque foi coagida desde a infância e agiu sem ter outra opção.

Severina, no fim do julgamento, abraça 4 de seus filhos. Imagem de Laís Telles/Diário de Pernambuco

Sabemos que, infelizmente, Severina não é a única vítima desse tipo de crime em nosso país. Toda a família sabia do que acontecia e tinha medo de denunciar, porque o genitor seria muito bruto e poderia se vingar dos familiares. Severina buscou ajuda nas delegacias de Caruaru e Brejo da Madre de Deus cinco vezes na tentativa de denunciar as agressões, todas sem sucesso. É por isso que publicamos aqui o depoimento de Severina. Para que sua voz não seja esquecida e para denunciar a violência doméstica bárbara que acomete muitas mulheres.

Eu nunca estudei, nunca tive amiga, nunca arrumei um namorado na vida, nunca saí para ir a uma festa. Até os 38 anos, vivi assim, e foi assim até quando me desliguei do meu pai, no dia em que ele foi morto.

Meu pai não deixava eu e minhas irmãs fazermos nada. Toda a minha vida eu sofri. Comecei a trabalhar na roça ainda menina, com seis anos, arrancando mato.

Aos nove, fui com meu pai para o roçado. No caminho, ele me levou para o mato, amarrou minha boca com a camisa, me jogou de cabeça e tentou ser dono de mim. Eu dei uma pezada no nariz dele, e ele puxou uma faca para me sangrar.

A faca pegou no meu pescoço e no joelho. Depois, ele tentou de novo, mas não conseguiu ser dono de mim.

Em casa, contei para minha mãe e ela me deu uma pisa. Fiquei sem almoço.

À noite, minha mãe foi me buscar e me levou para ele. Me botou de joelhos na cama, tampou minha boca com o lençol e pegou nas minhas pernas para ele pular em cima. Eu dei um grito e depois não vi mais nada.

No outro dia, fui andar e não pude. Falei: “Mãe, isso é um pecado, é horrível”. E ela: “Não é pecado. Filha tem que ser mulher do pai.”

A partir daquele dia, três dias por semana, ele ia abusando de mim. Com 14 anos, eu engravidei. Tive o filho, e ele morreu. Eu tive 12 filhos com meu pai. Sete morreram. Seis foram feitos na cama da minha mãe. Dormíamos eu, pai e mãe na mesma cama.

Um dia, uma irmã minha disse que estava interessada em um namorado. O pai quis pegar ela, disse que já tinha um touro em casa, e que não era para ninguém andar atrás de macho lá fora.

Eu mandei minha mãe correr com minha irmã, e ele correu com a faca atrás. Depois disso, minha mãe não ficou mais com ele. Foram todos embora para Caruaru, para a casa do meu avô. Ela e as minhas oito irmãs.

Só ficamos eu e meu pai na casa. Eu tinha 21 anos, e ele sempre batia em mim. Tentei me matar várias vezes, botei até corda no pescoço.

Os filhos nasciam e morriam. Os que vingavam foram se criando. Minha filha estava com 11 anos quando ele quis ser dono dela. Falou assim: “Nenê está engrossando perninha? Tá saindo peitinho, enchendo a melancia? Tá bom de experimentar, que é para ir se acostumando.” E tacou a mão nela.

Eu falei: “Seu cabra da peste, está escrito na minha testa que eu sou Maria-besta? Eu sou filha de Maria, mas besta eu não sou.” E ele: “Rapariga safada, Maria era mulher para todo acordo. E tu, não tem acordo?”

Nessa hora, eu disse para ele: “Se você ameaçar a minha filha, você morre. Minha mãe aceitou, mas eu não.” Meu pai me bateu três dias seguidos, deu um murro no meu olho que ficou roxo.

Na segunda, ele amolou uma faca e foi vender fubá [farinha de milho]. Antes, disse: “Rapariga safada, quando chegar, se você não fizer o acordo, vai ver o começo e não o fim.”

Eu respondi: “Ô pai tarado da peste, se você ameaçar a minha filha, você morre.” Ele foi para a feira e eu, para a casa da minha tia. Lá, mostrei meu corpo lapeado, o olho roxo, o ouvido estourado.

Meu pai tinha amolado uma faca de 12 polegadas na segunda-feira à noite e me mataria na terça se eu não fizesse o acordo. Foi quando paguei para matarem ele.

Peguei um dinheiro que tinha guardado, fui para Caruaru e, na casa do Edilson, paguei R$ 800 na hora.

Quando o pai chegou, o Edilson veio acompanhando. Foi quando acabou a vida dele. O rapaz arrumou um amigo e fez o homicídio. A faca que ele havia comprado, interessado na minha vida, ele morreu com ela.

A minha filha, a filha dele, eu salvei. Quem é pai, quem é mãe, dói no coração. Levar a sua filha para a cama, abrir os quartos dela, como a minha mãe fez, e o pai ir para cima da filha? Eu, como passei por isso, jamais iria aceitar.

Antes disso, eu ainda procurei os meus direitos, mas perdi. Há uns 15 anos, fui na delegacia, mas ouvi o delegado falar para eu ir embora e morar com o velhinho (o pai), que era uma boa pessoa.

O homicídio foi no dia 15 de novembro de 2005. No cemitério, já tinha um carro de polícia me esperando. Na cadeia, passei um ano e seis dias. Fiquei no castigo, depois fui para uma cela.

Depois do julgamento, fiquei feliz. Antes, pensava na liberdade e na cadeia ao mesmo tempo. Agora, quero viver e ficar com meus filhos. Quero que minha história sirva de exemplo, para que os pais e as mães procurem respeitar os seus filhos, ser amigos deles. A gente é pobre, mas pobreza não é desonra. Desonra é o cara fazer do próprio filho um urubu.

A partir de hoje eu quero é viver, porque tenho muita coisa para aproveitar pela frente. Tenho a liberdade e os meus filhos comigo.

Chamada Blogagem Coletiva: Dia da Visibilidade Lésbica

Dia 29 de agosto é o Dia da Visibilidade Lésbica. Em 29 de agosto de 1996, realizou-se o 1° Seminário Nacional de Lésbicas – SENALE no Brasil. A data existe para ser um marco do movimento das lésbicas no país. É um dia de celebração, mas também de discussão e reflexão sobre os estigmas, preconceitos e a lesbofobia que ainda permeiam a questão.

O SENALE surgiu da necessidade de se ter um espaço no Brasil onde a questão específica das lésbicas pudesse ser discutida de uma forma mais ampla e democrática, já que o espaço dos encontros mistos se mostrava insuficiente.

O desejo e a consciência de que era necessária a constituição de um espaço onde pudéssemos discutir nossas especificidades e articular nossa intervenção nos diversos lugares em que as lésbicas atuam como os Movimentos de Mulheres e Feministas, de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexual e Transgêneros, da saúde, de moradia, da educação, entre outros, mobilizou companheiras militantes do movimento de lésbicas para que passássemos do campo do desejo e partíssemos para a ação concreta. Continue lendo em Seminário Nacional de Lésbicas – SENALE do Coletivo Feminista Marias.

Por isso, nós, Blogueiras Feministas, convidamos você para participar de uma blogagem coletiva neste Dia da Visibilidade Lésbica. Escreva um texto no seu blog e cole o endereço aqui nos comentários ou nos envie por email, redes sociais, etc. No dia 29/08, às 15h saíra um post com todos os textos participantes.

Hoje eu acho que nesses 6anos de namoro, ou confinamento no armário, o relacionamento foi se desgastando pela falta de demonstrações de afeto. Acabamos nos acostumando com aquele papel de amigas que nós representávamos. Beijos e abraços só no cinema, em casa (sem a presença dos nossos pais, é obvio), e no motel é claro. Chegou num ponto que mesmo em locais gays ou friendly nós não expressávamos afeto. Primeiro porque não devíamos, depois por costume. Não pra mim, mas pra ela parecia que só poderíamos ser lésbicas em ambientes fechados, nem era pelo fato do namoro ter que ser escondido dos pais. O problema era ser identificada como lésbica. O problema dela era se assumir pra si mesma. Continue lendo em O cheiro do armário ou notas sobre orgulho da Inquietudine.

Parisian Lesbian & Gay Pride 2007. Imagem de Philippe Leroyer no Flickr em CC, alguns direitos reservados.

Carta Aberta das Mulheres em Luta pelo Direto à Comunicação

Hoje, dia 24 de agosto será um dia importante para todas as pessoas que defendem a liberdade na web. O PL Azeredo, conhecido como AI-5 Digital, voltou ao debate na Câmara recentemente e poderá ser votado a qualquer momento. O pessoal da Campanha Mega Não tiveram sucesso em adiar temporariamente a votação conseguindo que a Câmara sediasse um Seminário para debater o projeto de lei. Este seminário está marcado para esta quarta-feira e contará com a presença de parlamentares aliados e representantes da sociedade civil.

Sobre o PL 84/99

O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados em 2003 e enviado ao Senado. No Senado tramitou com o numero PLC 89/03, e em 2005 recebeu uma nova redação proposta pelo então Senador Eduardo Azeredo, tornando-o um projeto extremamente polêmico. Em julho de 2008 o projeto foi aprovado no Senado em caráter extra pauta (não estava na agenda do dia), e em conjunto com o projeto da CPI da Pedofilia, sob o argumento de que era para combater esta prática.

No final de 2009, atendendo às pressões da sociedade o Presidente Lula solicita ao Ministro da Justiça Tarso Genro que coloque em consulta pública o projeto do Marco Civil da Internet. Neste momento, o projeto PL 84/99 ficou congelado na Câmara, aguardando o final da consulta pública, e seu envio para o Congresso Nacional.

No final de 2010, sem nenhuma razão explicita o PL 84/99 foi “descongelado” e recebeu parecer em algumas comissões. Logo no inicio da nova legislatura, o Azeredo, agora como Deputado foi o relator do PL84/99 na CCTCI e tentou vota-lo na comissão no final de maio, no calor dos supostos ataques hackers. Na ocasião o Deputado Emiliano José Protocolou uma audiência pública que fora realizada no dia 13/07 deste ano. E no mesmo evento a Deputada Luiza Erundina protocolou um pedido de Seminário que será realizado no dia 24.

Os principais problemas no PL84/99 estão nos artigos 285-A, 285-B, 163-A, 171 e 22 conforme detalhado neste estudo.

Mulheres em luta pelo direito à comunicação

Lutar contra o AI-5 Digital é um das frentes de luta para muitas blogueiras feministas. Como diz Ju Pagul:

Uma cultura que muitas buscaram: hoje milhões de mulheres possuem seus próprios espaços na internet. Fizemos nossos telhados e jardins de expressão. Muitas trocam informações e conhecimento na rede. Tantas outras têm perfil no Twitter, Facebook, Orkut (isso sem citar as ferramentas livres). As redes sociais são praças. Hoje nós mulheres andamos de dia e de noite, pelas praças do mundo virtual. E voltamos pra casa quando bem entendemos.

Porém, nem todas conseguem usufruir da liberdade de criação e expressão na rede. Ainda temos muitas barreiras para derrubar quanto nossa vida expressiva no mundo virtual. Sabemos que poucas mulheres são programadoras, compreendem como funcionam os computadores, ou devido as múltiplas jornadas de trabalho conseguem tempo para navegar e aprender . Ainda temos muitos desafios de emponderamento na rede. Estamos justamente em várias frentes de batalha pela apropriação tecnológica e inclusão digital de mais mulheres. Continue lendo em Precisamos abortar o AI5 Digital.

Mulheres Conectadas. Imagem de Srta. Bia no Flickr em CC, alguns direitos reservados.

A internet é peça fundamental no empoderamento das mulheres e na livre circulação de idéias. É um espaço que deve ser ocupado por todos, por isso nós do Blogueiras Feministas assinamos junto com diversos outros grupos de mulheres a Carta aberta das Mulheres em luta pelo direito à comunicação.

O documento a seguir é fruto da Reunião Estratégica sobre Banda Larga e Marco Regulatório das Comunicações realizada pelo Instituto Patrícia Galvão, Geledés – Instituto da Mulher Negra e Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, com o apoio da Fundação Ford, entre os dias 3 a 5 de junho de 2011, em São Paulo. Esse encontro teve como objetivo a construção de uma agenda feminista de atuação de curto e médio prazo para a incidência no debate público e também na 3a Conferência Nacional das Mulheres em torno desses dois temas: banda larga e marco regulatório das comunicações.

A reunião contou com a participação de ativistas e especialistas de várias regiões do país, de diversas organizações feministas e do movimento pelo direito à comunicação. Veja mais detalhes no site: www.patriciagalvao.org.br / e-mail: agencia@patriciagalvao.org.br

Mulheres em luta pelo direito à comunicação

 Carta aberta por um novo marco regulatório para as comunicações no Brasil

As organizações do movimento feminista há tempos discutem a necessidade de mudanças no sistema midiático em nosso país de forma a garantir a liberdade de expressão e o direito à comunicação de todos e todas, e não apenas daqueles que detêm o poder político ou econômico e a propriedade dos meios de comunicação em massa.

Historicamente, combatemos a mercantilização de nossos corpos e a invisibilidade seletiva de nossa diversidade e pluralidade e também de nossas lutas. Denunciamos a explícita coisificação da mulher na publicidade e seu impacto sobre as novas gerações, alertando para o poder que esse tipo de propaganda estereotipada e discriminatória exerce sobre a construção do imaginário de garotas e garotos. Defendemos uma imagem da mulher na mídia que, em vez de reproduzir e legitimar estereótipos e de exaltar os valores da sociedade de consumo, combata o preconceito e as desigualdades de gênero e raça tão presentes na sociedade.

No momento em que o governo federal, o Parlamento e a sociedade brasileira discutem a elaboração de um novo marco regulatório para as comunicações em nosso país, nós, mulheres, trazemos a público nossas reivindicações, somando nossos esforços ao de todos os movimentos que acreditam na urgência de uma mídia efetivamente plural e democrática para a consolidação da democracia brasileira.

Afirmamos a importância da adoção de medidas de regulação democrática pelo Estado sobre a estrutura do sistema de comunicações, a propriedade dos meios e os conteúdos veiculados, de forma que estes observem estritamente os princípios constitucionais do respeito aos direitos humanos e à diversidade de gênero, étnico-racial e de orientação sexual. Já passou da hora de o Brasil respeitar os acordos e tratados internacionais que ratificou sobre este tema e de colocar em pleno vigor sua própria Constituição Federal, cujo capítulo da Comunicação Social é, até hoje, vergonhosamente, o menos regulamentado.

Neste sentido, reivindicamos a criação do Conselho Nacional de Comunicação, uma das resoluções centrais da I Conferência de Comunicação, até hoje não tirada do papel. Defendemos ainda a instituição de mecanismos de controle de propriedade, com o estabelecimento de limites à propriedade cruzada dos meios; o fortalecimento do sistema público e das mídias comunitárias; transparência e procedimentos democráticos no processo de concessão das outorgas de rádio e televisão, com o fim das concessões para políticos; o estímulo à produção regional e independente, garantindo espaço para a expressão da diversidade de gênero, étnico-racial e de orientação sexual; mecanismos de proteção à infância e adolescência, como o fim da publicidade dirigida à criança; e procedimentos de responsabilização das concessionárias de radiodifusão pela violação de direitos humanos na mídia, entre outros.

Num cenário de digitalização e convergência tecnológica, entendemos que o marco regulatório deve responder às demandas colocadas em pauta e promover uma reorganização do conjunto dos serviços de comunicações. Trata-se de um processo que não pode ser conduzido de forma apartada das diversas definições que já vem sendo tomadas pelo governo federal neste campo, como os recentes acordos anunciados com as empresas de telefonia em torno do Plano Nacional de Banda Larga.

As organizações do movimento feminista se somam à Campanha Banda Larga é um Direito Seu! e repudiam não apenas o recuo do governo em fortalecer a Telebrás e dar à empresa pública o papel de gestora do PNBL como a total entrega ao mercado da tarefa de ofertar à população aquilo que deveria ser tratado como um direito: o acesso a uma internet de qualidade, para todos e todas. Para as mulheres, a banda larga é uma ferramenta essencial de inclusão social, acesso à saúde e educação, geração de emprego e renda, acesso à informação e exercício da liberdade de expressão. Um serviço que deveria, portanto, ser prestado sob regime público.

Por isso, e porque queremos um novo marco regulatório para as comunicações, nós iremos às ruas. Trabalharemos em 2011 para sensibilizar, formar e mobilizar mulheres em todo o país. Defenderemos esta pauta na III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres; no processo da Reforma Política; nas marchas que faremos a Brasília; junto à Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular; em nosso diálogo com o governo federal e com a Presidenta Dilma.

Esta é uma luta estratégica para as mulheres e fundamental para a democracia brasileira. Dela não ficaremos fora.

Brasil, julho de 2011.

Instituto Patrícia Galvão – Mídia e Direitos

Geledés – Instituto da Mulher Negra

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

ABCCOM – Associação Brasileira de Canais Comunitários

ABCIBER – Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura

ABONG – Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais

Acmun – Associação Cultural de Mulheres Negras

ALCC- Associação de Apoio ao Imigrante em Portugal

Anas do Brasil – Educação Popular Ampliada – Gênero na Reforma Urbana e Direitos Humanos

ARCCA – Associação para Inclusão à Comunicação, Cultura e Arte

Article 19 – Oficina para Sudamerica

Articulação Brasileira de Lésbicas

Articulação de Mulheres Brasileiras

Articulação de Mulheres do Amapá – AMA

Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras

Articulação Mulher & Mídia Bahia

Articulação Mulher e Mídia de SP

Assesoar – Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural – Francisco Beltrão/PR

Associação Cultural e Recreativa Anjo Azul

Associação Cultural Ilê Mulher – Porto Alegre/RS

Associação de Mulheres da Zona Leste (SP)

Associação Fala Negão/Fala Mulher

Associação Mulheres na Comunicação – Goiânia

Associação Multiplicadoras de Cidadania Flôr de Lótus de Nova Friburgo/AMB

Bamidelê – Organização de Mulheres Negras na Paraíba

Bem Mulher – Direitos e Diversidades

Casa Laudelina de Campos Mello – Organização da Mulher Negra. Campinas/SP

Católicas pelo Direito de Decidir

CCLF – Centro de Cultura Luiz Freire (PE)

Centro de Comunicação e Cultura Popular Olho da Rua

Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará-CEDENPA

Centro de Referência da Cultura Negra de Venda Nova

CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria

CFP – Conselho Federal de Psicologia

Cipó – Comunicação Interativa da Bahia

Ciranda Internacional da Comunicação

Coletivo de Mulheres Aqualtune – ES

Coletivo de Mulheres da CUT – Amapá

Coletivo Leila Diniz (RN)

Coletivo Soylocoporti

Colmeias – Coletivo de Mulheres, Educação, Intervenção e Ação Social – Campina Grande (PB)

Comitê pela Democratização do Ceará

Comunicação e Cultura – Fortaleza/CE

Comunicação Mulher – Comulher

Conajira – Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial

CONEN – Coordenação Nacional de Entidades Negras

Confederação das Mulheres do Brasil

Conselho Regional de Serviço Social – CRESS 4ª Região

Criola Organização de Mulheres Negras- Rio de Janeiro/RJ

Elas por Elas – Vozes e Ações das Mulheres-S.Paulo

Escola de Comunicação da UFRJ

Federação das Associações de Mulheres de Negócios e Profissionais- BPW Brasil – MT

Federação Democrática Internacional de Mulheres

FNDC – Fórum Nacional Pela Democratização da Comunicação

Fopecom – Fórum Pernambucano de Comunicação

Fórum de Comunicação Sertão do São Francisco – Bahia

Fórum de Mulheres de Pernambuco

Fórum de Mulheres de São Leopoldo

Fórum de Mulheres do Espírito Santo

Fórum Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais

Fórum Nacional de Mulheres Negras

Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC-CE)

Fórum Paraibano de Promoção da Igualdade Racial

FRENAVATEC – Frente Nacional pela Valorização das TVs do Campo Público

Grupo Cactos (Paulista/PE)

Grupo Curumim (PE)

Grupo de Mulheres Negras Malunga (Goiânia/GO)

Grupo de Teatro Loucas de Pedra Lilás

GT Mulheres do Fórum da Amazônia Oriental

IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

IMEL – Instituto Imersão Latina

Imena – Instituto de Mulheres Negras do Amapá

Instituto AMMA Psique e Negritude

Instituto Búzios

Instituto Flores de Dan

Instituto Raízes da Terra – ES

Instituto Telecom RJ

Laboratório de Políticas de Comunicação (LaPCom) da Universidade de Brasília (UnB)

LBL – Liga Brasileira de Lésbicas

MAMA – Movimento das Mulheres do Amazonas

Mandato da Deputada Estadual Neusa Cadore – PT – Bahia

Marcha Mundial das Mulheres

Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras – Porto Alegre/RS

Maria Mulher – Organização de Mulheres Negras – RS

Movimento D´Ellas

Movimento das Mulheres Trabalhadoras Urbanas de São Miguel Oeste SC- MMTU

Movimento Negro Unificado-PE

Movimento Permanente de Mulheres de Políticas Públicas da Baixada Fluminense e Território Nacional

Observatório da Mídia Regional: direitos humanos, políticas e sistemas

Observatório da Mulher

Observatório Negro

Observatório Negro – Recife/PE

Pastoral Afrobrasileira do Litoral Norte de Ubatuba-SP

Prevenção Madalena’s / Suiça – Brasil

Programa de Pós-Graduação da Eco-UFRJ – Grupo de Pesquisa em Política e Economia da Informação e da Comunicação (PEIC)

Projeto Promotoras Legais Populares de Taubaté-SP

Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco

Rede de Mulheres da AMARC-BRASIL

Rede de Mulheres em Articulação na Paraíba

Rede de Mulheres em Comunicação

Rede Mulheres Negras – PR

Rede Nacional da Promoção e Saúde das Lésbicas Negras – Rede Sapatà

Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos

REDEH – Rede de Desenvolvimento Humano

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará (Sindjorce)

Sociedade das Jovens Negras Feministas

SOS CORPO – Instituto Feminista para a Democracia

Teatral Grupo de Risco – Mato Grosso do Sul

TV Comunitária de Brasília

Uiala Mukaji Sociedade das Mulheres Negras de Pernambuco

Umar – União de Mulheres Alternativa e Resposta/ Observatório das Representações de Género dos Media

União Alternativa Cultural – UNIAC

União Brasileira de Mulheres – UBM

Via TV Mulher