Às Mulheres Que Não Querem Direitos Iguais

Texto de Bia Cardoso.

Tem algum tempo que a Renata Correa mandou para nossa lista uma campanha da Revista Marie Claire chamada #eusouassim. Entre as diversas declarações de leitoras, a que mais chamou atenção é esta:

Campanha da Revista Marie Claire #eusouassim/Divulgação. Clique na imagem para ler outros depoimentos.

“Eu não quero direitos iguais. Eu quero que ele pague a conta. Eu quero me sentir especial, não quero me sentir igual. Homem é homem, mulher é mulher e eu acho que é assim que tem que ser. Sei que tem muita mulher de outras gerações que batalhou muito por espaço. Não tô criticando. Eu só quero que ele pague a conta quando a gente sair para jantar.”

Com todo respeito, só posso dizer uma coisa a você que escreveu esse depoimento: Você quer direitos iguais. Você pode exigir que o cara pague a conta do seu jantar, você pode escolher ficar só com caras que paguem a conta do jantar porque você pode fazer essas escolhas. O feminismo, quando iniciou a luta por direitos iguais, abriu caminho para que as mulheres façam suas próprias escolhas. Hoje você pode escolher casar com um homem que pague sua conta. E se ele por algum motivo parar de pagá-la, você pode se separar e encontrar outro homem que pague sua conta. Você só pode exigir isso porque você é livre. E, porque em algum momento, as mulheres passaram a ter os mesmos direitos que os homens num relacionamento. Essa liberdade ainda não atingiu todas as mulheres, mas nesse momento não estou aqui para criticar suas escolhas, quero que você perceba que ao exigir o pagamento da conta de um jantar por um homem, você quer direitos dentro de um relacionamento. Você quer que ele pague a conta porque você pode querer isso.

Os Direitos Iguais

Para quem sonha com a “época de ouro do romantismo” vale dizer que nas décadas de 1940/50/60/70 você não teria garantia que seu marido seria sempre gentil, que abriria a porta do carro todas as vezes. Você teria certeza que ele pagaria a conta, mas sabe por quê? Porque o dinheiro é dele, não porque você é especial. Talvez  a sua tão sonhada viagem com ele a Europa não pudesse se realizar, porque é o marido quem decide o que fazer com o dinheiro. Nessa época, mulheres casavam bem mais cedo e dificilmente conseguiriam se divorciar se apanhassem do marido. A primeira Lei do Divórcio do Brasil foi promulgada em 1977. Hoje, as mulheres podem trabalhar fora para depois descobrirem que o que realmente as realiza é ser mãe e dona de casa. Hoje, se o cara com quem você estiver não paga a conta do jantar, não é gentil, não lhe dá vestidos novos, não paga o corte de R$200 reais que você quer, você vai lá separa e arruma um que faz. E você só faz isso porque não é mais obrigada a só ter 3 possíveis funções na vida: ser mãe e dona de casa ou freira.

Tenho amigas que só saem com um cara se ele ganhar no mínimo R$xx.xxx,xx. Não concordo em pautar meus relacionamentos pela conta bancária das pessoas, mas se é o que elas querem, digo: vai fundo. Vá viver suas experiências. É uma opção que elas podem fazer, não querem viver sem conforto. Não estou aqui para dizer o que é certo ou errado. Os homens que se relacionarem com elas podem aceitar essas condições ou não. Elas podem fazer isso porque tem direitos de escolha em seus relacionamentos. Mas será que possuímos o mesmo respeito? Direitos iguais não se restringem a mercado de trabalho, salários e opções de cursos universitários. Também atingem as relações humanas e os direitos de ir e vir com a roupa que quiser, falando o que quiser, saindo da cama de alguém na hora que quiser.

Escuto mulheres dizerem que é culpa do feminismo o fim da gentileza dos homens. Que querem ser tratadas de forma especial e não como um homem. Querem de volta o romantismo que as vezes está presente no pagamento da conta de um jantar especial. Será mesmo tudo culpa do feminismo? Ou será que aspectos negativos cristalizaram-se ao redor do movimento feminista? Enxergamos que todas as pessoas são diferentes, com seus anseios, desejos e buscas. Porém, a busca do feminino não pode ser pautada apenas pelo anseio do casamento e da maternidade. E nem os homens podem ser medidos apenas por sua virilidade e competitividade. O mundo perdeu em gentileza e não foi o feminismo que causou isso. A brutalidade do individualismo afetou as relações humanas. Mulheres e Homens devem continuar servindo uns aos outros. Queremos sim que cada mulher se sinta especial num primeiro encontro, assim como queremos que cada homem se sinta especial. Há diversas formas de fazer isso. Queremos que mulheres abram as portas dos carros para outras mulheres. Que amig@s paguem a conta de outros amig@s. E que homens compartilhem experiências entre si sobre seus sentimentos. Gentileza não é cobrança.

Gentileza e Feminismo

É claro que em alguns momentos o feminismo parece um movimento agressivo, pois aponta o dedo na cara do machismo diário, questiona e provoca a reflexão sobre ações cotidianas, coloca as próprias feministas contra parede. Porém, pare e pense: o que significa querer direitos iguais? É claro que significa um mundo mais justo e igualitário, consequentemente, um mundo com mais gentileza. A gentileza tão necessária do poeta. Um mundo em que mulheres se tornam mais livres é um mundo em que todos ganham mais liberdade.

O que não se percebe nessas acusações é que a emancipação feminina mudou para melhor a cara do século XX. Para as mulheres, tratava-se de se libertar do jugo das determinações de papéis preestabelecidos, atribuídos por supostas características biológicas, nas quais cabia à mulher o privilégio da sensibilidade, a obrigação dos cuidados com a casa, o bem-estar do marido e dos filhos, e uma vida dedicada à esfera doméstica. Esse discurso, construído a partir do século XVII, tinha por base a produção de uma diferença opositiva entre os sexos . A partir do momento em que as mulheres se libertam, essa demarcação de papeis cai por terra e aos homens passa também a ser dado o direito de escrever os roteiros de suas próprias vidas. Relações de gênero igualitárias passam a beneficiar ambos os lados.

Então, Mulher, brinde em cada jantar pago sua liberdade. Comemore o fato das mulheres terem o poder de viver a vida que quiserem tomando seus bons drinks. E brinde por novas rotas para o feminismo que continuem abarcando seus desejos e anseios. A Amanda, numa reflexão bacana, perguntou se não era hora de abandonarmos o nome feminismo e usarmos antisexismo? Eu, particularmente, acho que o termo antisexismo não abarca tudo que o feminismo é capaz de significar. Fora todo arcabouço teórico produzido durante tantos anos e a homenagem que prestamos as grandes feministas. O que proponho é fortalecer idéias feministas que influenciem diretamente a vida das pessoas, que o feminismo se reaproxime das discussões cotidianas.

Em conferência realizada no Rio de Janeiro, a filósofa francesa Françoise Collin descreveu o movimento feminista como sendo 1) responsável pela ampliação da democracia, na medida em que permitiu que a outra metade da população tivesse direito a voto; 2) um movimento plural, sem hierarquia, dogmas, controle ou estruturas centralizadas, que não defende uma verdade, mas está em permanente processo de construção de uma agenda que evolui e se modifica. É importante ressaltar essa segunda característica para lembrar que, quando Badinter discute o feminismo, de fato só pode falar de um lugar específico, e não em nome de todo o movimento. Esse “todo”, felizmente, não existe no movimento, como bem aponta Bila Sorj: “Diferentemente dos demais movimentos políticos como o fascismo, o nacionalismo e o comunismo, o feminismo promoveu uma formidável mudança de comportamentos orientada para a promoção de mais liberdade e igualdade entre os sexos, sem aspirar à tomada do poder, sem utilizar a força e sem derramar uma gota de sangue”.

Esse parágrafo acima resume muito bem minhas definições de feminismo, essencialmente um movimento plural, como este blog pretende ser, um coletivo de diferentes vozes. Não é preciso carteirinha de clube ou vestibular para ser feminista. A gentileza permeia um movimento que nunca matou ninguém. E você, continua achando que não quer direitos iguais? O teste Você é Feminista? talvez ajude a ampliar mais as ideias.

Blogueiras feministas contra a homofobia

Texto de Bia Cardoso.

O que é Homofobia?

Homofobia é a aversão, o ódio ou a discriminação contra homossexuais e, consequentemente, contra a homossexualidade. Significa não aceitar ou não respeitar pessoas apenas por sua orientação sexual. É a palavra que dá nome ao preconceito sofrido por gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. A palavra homofobia também representa a não aceitação da cultura LGBTTT, a aversão a comportamentos, aparências e estilos de vida. A homofobia funciona muitas vezes da mesma maneira que o machismo e pode incluir formas sutis, silenciosas e insidiosas de preconceito e discriminação.

Atualmente, a homofobia tem aparecido nas falas cotidianas, na mídia e sua discussão está tomando uma dimensão maior. Porém, a religiosidade, o conservadorismo e o preconceito trabalham para mascarar a gravidade da homofobia. Há situações e mecanismos sociais relacionados a violência e discriminação que compõe o caldeirão cultural da homofobia. Porém, o que a torna mais grave é a violência que existe em decorrência do ódio e as restrições aos direitos de cidadania. A homofobia pode impedir pessoas de estudarem e trabalharem. Também pode cercear seus direitos à saúde, segurança e aos direitos humanos, apenas porque uma pessoa gosta de outra pessoa do mesmo sexo. É por isso que homofobia deve ser crime.

A Reação e o Preconceito

Vivemos num mundo heterocentrando. Todos os valores e fundamentos difundidos em nossa sociedade ajudam a reforçar a sacralidade do casal heterossexual. Qualquer coisa que fuja disso não é vista como normal ou comum. Não existem vidas sexuais plurais, há somente a vida dentro da heterossexualidade.

Toda vez que uma determinada minoria social começa a se organizar, ganhar voz, exigir direitos e combater preconceitos há a reação conservadora. Há a reação de quem quer ver gays apenas em seus guetos. Confinados em mundos subterrâneos e notívagos paralelos. De quem afirma que o cara pode até ser gay, mas não pode ser afeminado. É nessa hora que surgem na boca das pessoas palavras extremamente cruéis como: heterofobia, ditadura gay, privilégios. Queremos respeito aos homossexuais por serem quem são. Queremos que ofensas e violências sejam punidas. E as pessoas vem dizer que queremos privilégios sociais. Veja bem, querer respeito significa ser privilegiado? Numa sociedade em que qualquer criança ouve desde pequeno que menino não pode ser bicha, que menina não pode fazer coisas de menino, querer o fim do preconceito significa privilégio?

Não existem piadas nem zombarias sobre a heterossexualidade. Um hétero não precisa temer perder o emprego por ser hétero, ou ter medo de ser espancado por andar de mãos dadas com alguém na rua. Não existem olhares, risinhos ou comentários sussurados para a heterossexualidade, não existem igrejas pregando contra e nem grupos específicos que matam apenas heterossexuais. Porém, chega uma hora em que é preciso reagir. É preciso esfregar na cara das pessoas o preconceito diário. O gueto torna-se pequeno demais. E a cada passo e direitos conquistados a intolerância vem em avalanche. É um Bolsonaro aqui, um Rica Perrone acolá, mostrando que o caminho é longo e a sociedade ainda não percebeu seu papel fundamental na consrução dos direitos humanos.

Apesar de você, estamos reagindo. Quando um jogador de vôlei é violentamente xingado num jogo, inclusive por crianças numa turba enfurecida, a mídia começa a estampar a homofobia. E o grupo que apoia Michael reage fazendo uma das coisas mais belas que poderiam ser feitas, pinta a reação com as cores do arco-íris e levanta bem alto a bandeira pelo fim do preconceito. Então, acertadamente, a Maria Frô pergunta: Entre o Brasil de Bolsonaro e o Brasil do Vôlei Futuro, de que lado você quer estar? Porque agora estamos reagindo também, não tem mais volta.

Foto de Tom Giebel no Flickr em CC, alguns direitos reservados.

Crimes de Ódio e o PL 122

Na sexta-feira (15/04) a travesti, Daniel de Oliveira, foi morto a facadas em Campina Grande. Neste mês, Adriele Camacho 16 anos, foi morta pelo pai da namorada. Um homossexual é morto no Brasil a cada 36 horas. Os crimes de ódio contra homossexuais e transexuais no Brasil se acumulam a cada dia nos noticiários. Por isso o PL 122, que prevê sanções às práticas discriminatórias em razão da orientação sexual das pessoas, torna-se fundamental no combate a violência.

O Felipe Shimaka fez um post bem bacana sobre o PL 122, resgatando seus caminhos:

Se a proposta virar lei, qualquer ato discriminatório de origem homofóbica será passível de condenação penal no Brasil. Na prática, a medida apenas complementa a chamada Lei das Discriminações, que além de já proibir e criminalizar manifestações de discriminação por raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, acrescenta: gênero, sexo, por orientação sexual, por identidade de gênero.

A então relatora da Comissão de Direitos Humanos, senadora Fátima Cleide (PT/RO), apresentou voto favorável à aprovação do projeto e discorda daqueles que vêem na proposta uma ameaça aos direitos de liberdade de expressão e de liberdade religiosa. Segundo ela, “não há inconstitucionalidade na proposta, do ponto de vista formal. Esse argumento é uma estratégia dos movimentos religiosos, no Senado, que querem que o projeto sofra modificações para voltar à Câmara e ser derrotado”. Referência: Da janela vemos o óbvio, mas será que queremos ver?

A verdade sobre o programa Escola Sem Homofobia

Apelidado de “kit-gay” é vendido pelos homofóbicos como um kit que vai incentivar nossos filhos a virarem gays. A afirmação é tão absurda que para retrucá-la basta afirmar que nossa sociedade inteira incentiva as pessoas a serem héteros, mas nem por isso gays, lésbicas e bissexuais mudam suas orietações sexuais. Na verdade, o projeto Escola Sem Homofobia organizado pelo MEC em parceria com instituições LGBTTT prevê a formulação e utilização de material didático, além da capacitação de professores, para abordar o tema em sala de aula. É essencial ler, viralizar e disseminar o ótimo artigo de Karla Joyce no Eleições Hoje e assistir os vídeos do projeto para se informar melhor:

Por isto da importância do kit! É uma iniciativa que vem para discutir a questão da diversidade sexual no ambiente escolar. É mostrar para nossos jovens que é normal ser diferente. Você pode questionar: mas tem tanta coisa que a escola pública precisa (como carteiras, livros, equipamentos, etc) e por que vão se preocupar logo com isso? A minha resposta a você que faz este questionamento é que essa ação é válida sim, pois pretende a construção de uma boa educação pública que forme cidadãos capazes de lidar com as diversidades e o resgate muitas alunas e alunos que são expulsos da escola devido ao preconceito. Ou vai me dizer que o combate ao bullying também é desnecessário?

O termo “kit gay” foi criado para confundir as pessoas, tanto leigos quanto conhecedores do assunto, que já são carentes de informações a respeito disso. Nos comentários que vi, a primeira impressão que o termo passa às pessoas é que ele está ensinando as crianças e/ou adolescentes a virarem gays, uma apologia ao “homossexualismo” ou à promiscuidade. Todas as informações que postei aqui vem para mostrar que nada disso é verdadeiro. O kit pretende fazer uma abordagem responsável do que vem a ser a realidade do jovem LGBT, que são seres humanos e merecem respeito para viverem da forma que realmente são. Referência: Digo NÃO ao “Kit Gay”!.

Blogueiras Feministas Contra A Homofobia

Nosso coletivo é contra qualquer tipo de preconceito e nos preocupamos com a morosidade com que a sociedade brasileira e o Estado vem tratando os direitos dos homossexuais e transexuais. Para isso, lançamos a campanha “Blogueiras Feministas Contra A Homofobia”. Por um mundo mais justo e igualitário. Por um mundo em que possamos reescrever a música do Tim Maia e cantarmos que “também vale dançar homem com homem e mulher com mulher”. Pegue seu selo aí embaixo e espalhe a mensagem. (O crédito dos selos é da Claudia Gavenas).

Cadê meu blush feminista?

Texto de Bia Cardoso.

Preciso contar uma coisa para vocês, mas é segredo, tá? Existe feminista que usa maquiagem. Uau, né?

E ainda vou te contar outra coisa: Feminista gosta de várias coisas. Tem feminista que faz ótimos cupcakes, tem feminista que adora jardinagem, tem feminista que tem blog de esmalte, tem feminista que luta kung fu, tem feminista que acorda seis da manhã pra nadar, tem feminista que gosta de futebol, tem feminista que fez o layout deste blog, tem feminista que anda de moto, tem feminista que faz tricô, tem feminista que é dona-de-casa, tem feminista que ficou super feliz porque comprou um avental de cozinha bonitão.

Feminista é gente como você, mas gente que quer que as pessoas percebam o quanto as mulheres ainda sofrem sem direitos, oportunidades e respeito plenos. Então, é claro que tem feminista que gosta de maquiagem.

Feminista que gosta de maquiagem, adora fazer carão para começar bem o dia, dar aquela levantada no visu. Porém, sabe que um dia as mulheres tiveram que quebrar batons, pisar em blushes, sombras e pincés durante manifestações públicas, porque a maquiagem significava a obrigatoriedade de ser um estereótipo de mulher que deveria ser sempre bela, sorridente e resiliente, numa época em que os únicos papéis aceitáveis socialmente para as mulheres eram o de mãe e esposa.

A crítica que fazemos atualmente refere-se ao fato de que a maquiagem é utilizada, especialmente pela indústria como uma forma de restringir as belezas femininas, as formas de se sentir bela, corroborando padrões estéticos constantemente divulgados pela mídia. Nessa propaganda de O Boticário chamada Repressão, por exemplo, a mensagem passada é que num mundo sem maquiagem, sem vaidade, todas as mulheres seriam feias e iguais e nós sabemos que isto não é verdade, as pessoas tem belezas plurais com ou sem maquiagem e isso deve ser valorizado. Inclusive, muitas vezes a indústria da beleza age dessa maneira repressiva e impõe padrões que pasteurizam as mulheres.

É preciso refletir sobre o quanto pequenos truques que fazemos com maquiagem estão ligados a imagem que projetamos de nossos rostos e corpos, a ponto de que se eu estiver sem um lápis de olho não me reconheço mais, sinto-me inferior. É absurdo que em vários empregos mulheres sejam obrigadas a usar maquiagem, muitas vezes sem nem receber um auxílio de custo para comprar bons produtos, já que o uso diário de maquiagem pode prejudicar nossa saúde.

Então colega, o que queremos para homens e mulheres é que você sinta-se livre para arrasar na maquiagem num dia e sair de cara limpa no outro, sentindo-se bel@ e livre, sem imposições. Porque é claro que homem também pode usar maquiagem. David Bowie está aí desde sempre provando isto.

A minha dica de hoje para você que gosta de maquiagem são os vídeos do Beauty Drops da Paola Gavazzi. A Paola não tem uma beleza-padrão, faz muitas caretas nos vídeos e dá dicas exatamente mostrando que não usa a maquiagem para ser a mulher mais escandalosamente linda do lugar, ou para tentar ficar igualzinha a atriz da capa da revista, mas sim para se sentir mais bonita num dia em que o humor não tá legal, que olho tá um pouquinho mais caído, que a olheira de panda tá despontando mais que nos outros dias. Além disso, os vídeos são super bem editados e a Paola é engraçadíssima, cheia de gírias e muito humor.

Outra coisa que acho bacana na Paola é que ela prega muito a questão da autoestima, da brincadeira que é se maquiar. No post “A” Make ou “O” Make? Ela fala um pouco de etimologia das palavras e como gêneros da linguagem podem influenciar conceitos que acabam se tornando culturalmente restritos. E no fim o recado dela é claro e bacana: Maquiagem serve para homens e mulheres. O que importa é maquiar, brincar e melhorar a estima! Confere aê!

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