A mídia brasileira sempre dá uma segunda chance para agressores de mulheres

Texto de Bia Cardoso para as Blogueiras Feministas.

Esse mês, estreou na Rede Record, a nona edição do reality show: A Fazenda. Entre os participantes estão dois homens que foram denunciados por agredir mulheres que eram suas namoradas: Yuri Fernandes e Marcos Harter. Mesmo com o feminismo sendo pauta na mídia e cada vez mais denúncias públicas de agressões, a TV brasileira segue promovendo a naturalização da violência contra as mulheres.

Em 2014, Yuri Fernandes foi preso em flagrante por agredir Ângela Souza. Em abril de 2017, Marcos Harter foi expulso e indiciado por agressão a Emilly Araújo durante o programa Big Brother Brasil (BBB) da Rede Globo. A proposta da atual edição de A Fazenda é ser uma “segunda chance” para participantes de reality shows que não ganharam o grande prêmio final. O que leva a Rede Record a convidar dois notórios agressores de mulheres para um reality show? O que leva a mídia brasileira a nunca ser responsabilizada por enaltecer agressores de mulheres? Por que agressores de mulheres são tratados constantemente como coitados e merecem uma segunda chance?

A mídia brasileira faz escárnio e chacota da violência contra a mulher ao dar espaço e visibilidade para esses homens. A mensagem transmitida é que esses homens fizeram uma “besteira”, tiveram um “comportamento inadequado”. O histórico dos reality shows brasileiros nos mostra que agressores de mulheres tem grande apelo popular, são apresentados como “conquistadores” ou “polêmicos” pela mídia e, justamente por isso, tornam-se celebridades. Do outro lado, emissoras de TV só costumam tomar uma atitude em relação a violência que exibem quando acionadas pela polícia.

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Jogo digital educativo e feminista: Lutas e Conquistas Femininas

Texto de Sonia Beatriz Leite Ferreira Cabral para as Blogueiras Feministas.

Em 2000, quando começamos a produzir jogos educacionais utilizávamos os CD-ROM como dispositivos de armazenamento. A mudança para o suporte digital, trouxe consigo as necessidades de se adaptar à nova linguagem e às exigências do mercado. Nesse período, passei a frequentar um grupo de estudo e pesquisa sobre gênero e tecnologia e acabei realizando uma pesquisa sobre a história das mulheres no Brasil, ficando fascinada pelo tema. Percebi que era necessário ampliarmos a circulação desses conhecimentos e possibilitar que os estudos sobre as mulheres ultrapassem o mundo acadêmico e fossem disponibilizados para um público mais jovem.

Incorporar pressupostos de gênero ao processo de construção de um jogo exige um compromisso com a pluralidade, com a linguagem inclusiva, e com utilização de imagens não sexistas e estereotipadas. Nesse sentido, produzimos o jogo de tabuleiro lúdico-pedagógico “Lutas e Conquistas”:

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6 canais de lésbicas no Youtube para você visibilizar sempre

Hoje, 29 de agosto, é Dia Nacional da Visibilidade Lésbica e Bissexual. Porém, cada vez mais ativistas bissexuais prestigiam a data da celebração bissexual em 23 de setembro, por isso hoje vamos focar nas lésbicas, que são muito invisibilizadas até mesmo no feminismo. O senso comum acredita que toda feminista é lésbica, mas não é isso que vemos na maioria dos grupos atualmente. As demandas lésbicas em relação a saúde, educação, violência e maternidade, entre outras, muitas vezes são colocadas de lado.

Quando se fala em visibilidade lésbica, estamos falando sobre o quanto a sociedade nega e desacredita o sexo e o amor entre mulheres, estamos falando do quanto a sociedade segrega as mulheres que não cumprem seu papel na sociedade heteronormativa. E, também estamos falando da lesbofobia cruel que joga pedras quando elas passeiam de mãos dadas nas ruas, que xingam quando se beijam num show, uma sociedade que acredita que lésbicas podem ser “curadas” ou “corrigidas” por meio de estupros.

Ser lésbica é resistir contra tudo que está aí. Ser lésbica é reescrever desde pequena o papel social das mulheres. Então, o melhor que podemos fazer nessa data é apresentar lésbicas maravilhosas que adoramos acompanhar:

#Jessica Tauane. Você já deve conhecer a Jessica do Canal das Bee, um dos melhores canais LGBT da internet, mas ela também tem seu próprio canal: Gorda de Boa. Ela também deu uma entrevista bacana pra Trip: Rainha do Brejo.

#Louie Ponto. Conhecemos a Louie por meio de um vídeo muito bom que ela fez com a Nátaly Neri. Feminismo e visibilidade lésbica são pautas frequentes no canal: Louie Ponto.

#Marias do Brejo. Mayara é bissexual e Yasmin é lésbica, são um casal de mulheres negras e falam muito sobre representatividade, empoderamento e negritude no canal: Marias do Brejo.

#Luisa Tasca. O bacana da Luisa é que família é um tema muito presente em seus vídeos, já que ela também tem uma irmã lésbica e uma mãe que as apoia. Além disso, recentemente a Luisa pediu a namorada Thais em casamento, confira: Lesbicando.

#Colher de Ideias. Eva e Manu fazem parte de uma grupo de Youtubers lésbicas que conhecemos no Twitter: @sapatubers. Em seu canal, falam sobre relacionamentos, tem desafios e questões que afetam as lésbicas como preconceito no mercado de trabalho: Colher de Ideias.

#Sapatomica. O site Sapatomica é um dos que acompanhamos há mais tempo, sempre com notícias e textos bacanas. E, elas também tem um canal no Youtube com vídeos bem legais: Tv Sapatomica.

Créditos da imagem: Maio/2016, São Paulo. 14° Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais. Foto de Paulo Pinto/Fotos Públicas.