Por um movimento consistente

Texto de Maia Cat.

O que antes parecia uma vaga idéia agora se assoma como uma possibilidade real para mim: um movimento feminista que realmente tenha voz. Isso por causa da lista das blogueiras feministas, que reune em torno de 150 participantes interessadas na causa. Gente, não sei se fui acometida de alguma espécie de otimismo bobo e ingênuo, mas essa me parece uma oportunidade que não podemos desperdiçar. Começamos devagar, mas agora as discussões já estão sempre andando na lista, sempre com participação, idéias interessantes e respeito entre todas. Um novo mundo praticamente se abriu pra mim. No começo, quando passei a me interessar pelo feminismo, só achava páginas e blogs em inglês na internet sobre o tema. Mal sabia eu que havia uma série de blogueiras falando sobre a causa. Demorei a achar, e olha que procurei por um bom tempo! De fato, às vezes tenho a sensação de que somos invisíveis na internet. E agora, não são só os blogs ótimos que encontrei: temos a possibilidade de nos falarmos entre todas, saber quem somos, compartilhar as idéias  ehistórias.

Reunidas, podemos explorar cada vez mais as ferramentas da internet não individualmente, mas como grupo. Claro que é um grupo pequeno ainda, de pouco alcance. Mas tem tanta idéia boa, tanta gente boa, e de tantos lugares do Brasil, e algumas que até moram fora, que permaneço acreditando que é uma oportunidade boa demais. As discussões na lista têm que continuar, mas deveriam servir de pauta, antes de tudo, para nossas ações como grupo. O blog é um começo. Mas quero ainda ver isso crescer: vídeos (como já começaram), twitter (só eu que ainda não entendo nhecas disso), blogs, campanhas, petições, busca de espaço na mídia mais tradicional, sei lá! Qualquer coisa pra chamar atenção pra causa é válido (claro, menos roubar, matar e essas coisas :D ).

E aí, sou só eu que tô empolgadinha?

A próxima top model

Texto de Mari Moscou.

Olá, queridas e incipientes leitoras deste belíssimo blog!

Me chamo Marília, mais conhecida por aí como Mari Moscou ou, no twitter, como@mariliamoscou. Sou paulistana, tenho 24 aninhos e milito como feminista desde minha adolescência. Sou socióloga da educação, mestranda da Unicamp e estou prestes a me casar com o homem da minha vida. Que lindo!

Para minha “estréia” (uhu) escolhi um programa que acompanho e que muitas das minhas companheiras blogueiras assistem chamando-o de “guilt pleasure”, ou o prazer da culpa: America’s Next Top Model. A “culpa” no caso seria por acompanhar com prazer um programa que apóia a indústria da moda e da beleza, que são responsáveis diretas e indiretas por padrões inatingíveis de beleza e baixa auto estima entre adolescentes e adultas – parte de um grande esquema de culto ao corpo.

Até aí, meninas, pensemos juntas: qual programa de TV não faz isso? Mesmo reality shows, raramente escolhem pessoas muito fora do padrão para participarem (exceto “Perder Para Ganhar”, mas aí já é outra história).

O que eu acho bacana no America’s Next Top Model é que no programa fica muito claro que ser modelo não é ser bonita. É preciso um investimento muito grande da menina em sua carreira, é preciso uma série de habilidades e estratégias pessoais. É um trabalho MESMO. Isso desmistifica a idéia de que uma profissão feminina como a de modelo, “vale menos” ou tem status menor do que a de jogador de futebol, por exemplo, “porque ele treina”.

Além disso, a Tyra Banks é mesmo uma business woman de muito sucesso, comanda o programa, edita, dá dicas, etc. e aparece como um modelo a ser seguido: carreira de modelo que a lançou para realizar outros projetos próprios. Projetos próprios, olha como isso é bacana!

Talvez eu só esteja muito empolgada com coisas que a maioria das pessoas nem identifica como o mais legal ou mais importante do programa. Mas fico tão feliz com estas coisinhas que resolvi compartilhar aqui.

E você: já assistiu America’s Next Top Model? O que achou?

Pelo fim da violência contra a mulher