A tia solteirona

Texto de Georgia Faust.

Tem uma coisa específica que tem me incomodado muito nos últimos tempos, que é o rótulo de tia solteirona. Até porque esse é um conceito totalmente construído e embutido em nossas mentes desde que nascemos. Uma coisa tão bem feita e tão bem tecida que a gente até pensa que chegou a essa conclusão sozinhos, por observação. Comecei a compreender melhor esse fenômeno ao ler ‘Backlash’ de Susan Faludi e os diversos dados que ela apresenta.

“Um levantamento de 1990 descobriu que quase 60% das mulheres solteiras acreditavam ser muito mais felizes do que as suas amigas casadas e que as suas vidas eram ‘muito mais despreocupadas'”

Claro, talvez isso tenha chamado tanto a minha atenção porque eu sou solteira. E recebo olhares e conselhos e ajuda de amigas casamenteiras. Mas chamou muito mais por observar ao meu redor como as mulheres em geral têm horror a essa possibilidade, a possibilidade de chegar a certa idade sem um marido para chamar de seu. O pesadelo de ficar pra titia. E o desespero de se agarrar em qualquer fio desencapado só porque não consegue ficar sozinha. Huh?

“A maioria das solteiras entre 45 e 60 anos afirmava não desejar o casamento.”

É que a gente aprende desde pequena, né. Menina, não senta de perna aberta. Menina, não fala palavrão. Sempre (ou quase sempre) conselhos válidos, claro, mas seguidos da pior ameaça do mundo: assim ninguém vai querer namorar com você! Também tem o velho quando casar sara. Que no começo eu entendia como: vai demorar muito pra você casar, então vai dar tempo de sarar. Mas li em algum lugar e faz todo sentido do mundo: casar acaba com todos os seus problemas e com todas as suas dores.

Não, né?

“Uma análise dos dados de pesquisas oficiais do governo realizadas nos anos 70 e 80 registrou um aumento de felicidade de 11% entre as mulheres solteiras de 20 e 30 anos – e uma queda de 6,3% entre as casadas com a mesma idade. […] Após entrevistar 60 mil mulheres, descobriu-se que só a metade delas gostaria de se casar novamente com o marido se tivesse que fazer tudo de novo.”

Quando eu trabalhei numa escola aqui em Blumenau, lembro de todas as mulheres sentadas na mesa almoçando e revezando para falar mal do marido. Marido que não ajuda, marido que só quer saber de pescar, marido que não deixa usar mini-saia, marido que não gosta de dançar e não deixa a mulher dançar com outros. Não era só falar por comentar, era um discurso carregado de mágoa e ressentimento, boa parte delas não era feliz no casamento MESMO, e não amava mais seu marido há muito tempo. Mas ficar solteira? Deus me livre!

“Se há um padrão que os estudos psicológicos demonstraram é justamente aquele que diz que a instituição do matrimônio tem um efeito imensamente benéfico na saúde mental do homem. ‘Estar casado’, avaliou uma vez o eminente demógrafo do governo Paul Glick, ‘é cerca de duas vezes mais vantajoso para o homem do que para a mulher em termos de sobrevivência.'”

E em determinado momento uma delas olhou para mim e disse: a Geórgia é feliz e não sabe!!! Respondi na lata, sem nem titubear: sei sim!!! E como sei!

Mas não é que eu seja contra o casamento/união/relacionamentos em geral. Não mesmo. Adoro namorar, adoro estar apaixonada, adoro sentir borboletas no estômago. Mas sou 100% contra essa cultura que reina, a do antes mal acompanhado do que só. Essa crença universal que uma mulher na minha situação, por exemplo, solteira aos 29 anos, seja infeliz, amarga, mal-amada, mal humorada – e que esteja desesperadamente a caça da tampa de sua panela. Eu ODEIO quando desejam que eu encontre um namorado (e sempre desejam, no Natal, Ano Novo e a cada aniversário).

Como se arrumar um namorado fosse ser a solução de todos os meus problemas. Como se eu não tivesse outras prioridades. Como se não ter um compromisso sério me fizesse menos feliz e satisfeita com a minha vida. E tem mais né. Se a mulher é solteira, é porque ninguém a quis, então obviamente ela deve ter algum problema sério, ser frígida, ser louca ou ser promíscua. Mas nunca pode ser porque ELA não quis, porque ELA não encontrou ninguém que a fizesse realmente ter vontade de casar – ou porque ela simplesmente não quis encontrar.

“Os dados sobre saúde mental, registrados em dezenas de estudos sobre o casamento durante os últimos quarenta anos, são consistentes e inquestionáveis: o índice de suicídios em solteiros é o dobro comparado aos homens casados. Os solteiros sofrem quase duas vezes mais de graves sintomas neuróticos e são muito mais sujeitos a esgotamento nervoso, depressão e até pesadelos. E apesar da imagem tipicamente americana do caubói solteiro sem preocupações, na realidade o homem sozinho tem muito mais tendência a ser melancólico, passivo e cheio de fobias do que o casado. […] Numa pesquisa, um terço dos solteiros apresentou graves sintomas de neurose: os mesmos sintomas só apareceram em 4% das mulheres solteiras.”

Eu devo ter nascido em outro planeta mesmo, porque nunca me estressei com a solteirice. Namorei dos 16 aos 18 anos, e depois fiquei 7 anos solteira (sim, SETE ANOS). Daí namorei 3 anos e agora estou há 10 meses solteira. E pronta para encarar mais sete anos, se rolar. E morando onde eu moro, cercada de machistas, direitistas, conservadores e todos os outros xingamentos que para eles é elogio, as chances de eu morrer solteira são altíssimas. Ok, fine by me. Mas não vou namorar por namorar, só para dizer que estou com alguém, só para ter companhia na festa de fim de ano da empresa. Mas a pressão é tão grande, e a cara de pena das pessoas é tão genuína, que eu só fui descobrir que não, eu não estava louca, quando li Backlash, da Susan Faludi.

“Em levantamentos nacionais, menos de um terço dos divorciados afirma terem sido eles que queriam o divórcio, enquanto as mulheres afirmam que estavam pedindo o divórcio em 55 a 66% dos casos. Os homens também ficam muito mais arrasados do que as mulheres com a ruptura – e o tempo não alivia a dor nem cura a ferida. Uma pesquisa sobre pessoas divorciadas descobriu, em 1982, que um ano após a separação 60% das mulheres consideravam-se mais felizes em comparação com apenas a metade dos homens; a maioria das mulheres disse que tinha mais respeito por si mesma, enquanto só uma minoria dos homens sentia o mesmo. A maior pesquisa de âmbito nacional sobre os efeitos a longo prazo do divórcio descobriu que cinco anos após a ruptura 2/3 das mulheres achavam que sua vida era mais feliz; só 50% dos homens tinham a mesma opinião. Chegando à marca dos 10 anos, os homens que diziam ter sua qualidade de vida estacionada ou piorada subia da metade para 2/3. Enquanto, depois do mesmo número de anos, 80% das mulheres diziam que o divórcio havia sido a decisão certa, somente 50% dos ex-maridos concordavam.”

Mas a cultura reforça tanto o estereótipo da tia solteirona, que as mulheres não acreditam que exista felicidade na vida de solteira. Mesmo que os relatos, os depoimentos e estatísticas comprovem o contrário. Eu acho isso uma coisa muito louca. E acho que o livro tem razão, quando fala que muitas mulheres até então despreocupadas com o fato de estarem solteiras, começam a repensar isso depois de ver e ouvir tanta coisa sobre os males da vida sem casamento. Porque a gente não vê ninguém na TV exaltando os benefícios de ser solteira, ou simplesmente divulgando que mulheres solteiras também são felizes. A gente só vê o contrário. E daí a gente (eu inclusive, antes de ler Backlash) começa a pensar: hummm, eu sou solteira… Perae, tem alguma coisa errada.

E isso, queridas mulheres, é o backlash (que é um conceito sociológico, além de ser título de livro): uma reação popular negativa a alguma coisa (nesse caso, o feminismo) que ganhou popularidade, proeminência ou influência. É o reflexo de um ressentimento coletivo. De uma cultura que não pode aceitar que a solteirice seja benéfica para as mulheres, porque se for, ó Deus, o que será da família, do casamento, das crianças, da igreja, da direita reacionária, do conservadorismo? Tem que se lutar contra!

Grite contra a violência

Texto de Maíra Avelar.

Resolvi escrever um post sobre “a minha mais terrível história de horror”, como diz a Lola. Bom, escrever sobre quando fui vítima de violência física e psicológica por parte de um ex-namorado não é fácil, mas acho que fazer isso é mais um passo em direção ao meu bem-estar e ao de outras mulheres que possam estar passando por situações semelhantes. Como, por exemplo, a atual ex-namorada do meu ex-namorado louco, que também foi vítima de perseguição por parte dele. Reproduzirei um e-mail que enviei a ela (os nomes d@s envolvid@s foram trocados por segurança). Espero ter podido ajudá-la e também poder ajudar outras mulheres na mesma situação…

Oi, Sandra

Ai, fico aliviada em saber que nada de mal lhe aconteceu; eu não me perdiaria nunca se algo mais grave tivesse lhe acontecido… Na verdade, desde que você me perguntou, naquela festa em que nos encontramos, o que realmente tinha acontecido comigo, tinha sempre vontade de contar o que tinha ocorrido, pois tinha quase certeza de que o comportamento poderia se repetir… Mas, naquela época, eu só conseguia pensar na minha própria segurança, sabe? E também não sei até que ponto você acreditaria em mim, pois o João tinha contado uma versão enviesada da história, então, seria a palavra dele contra a minha. Bom, não vai resolver muito eu ficar me justificando, né?

Olha, na época foi muito difícil pra mim saber que atitude tomar… Nem minha analista, nem meu tio psicólogo, nem meu advogado sabiam me dizer se deveria me calar ou gritar bem alto, pois é como você disse: a gente não sabe do que gente maluca é capaz… Mas eu gritei, e não me arrependo. Se você estiver sendo ameaçada ainda, não subestime as ameaças e os chiliques, pois eu fiz isso no início e essa atitude quase me custou a vida. O canalha quase me acertou uma garrafa quebrada na cabeça. Se meu pai não tivesse entrado na minha frente (que fique claro: ele não encostou um dedo sequer no João) e me mandado correr muito, não sei o que poderia ter me acontecido.

Enfim: você prestou queixa formal? Se não tiver feito isso e as ameaças continuarem (mesmo que tiverem diminuído), POR FAVOR, PRESTE QUEIXA FORMAL E FAÇA B.O. O/A delegao/a terá que te ouvir e a queixa fica registrada, caso você precise “provar” algo (é foda, mas a gente às vezes precisa desenhar com BIC quatro cores pras pessoas entenderem que “aquele cara magrinho e dócil” é, sim, capaz de te atacar. Depois, se vc quiser detalhes, te conto do ABSURDO que a PM fez qdo chegou ao local da agressão. Nem falo também da delegacia de mulheres, onde fui logo cedo no dia seguinte, que não aceita “queixa contra namorado”). Quando fiz essa primeira ocorrência, na Polícia Civil da Floresta, liguei pra família dele e avisei tudo o que faria e que queria parar por ali, mas que ir em frente ou não com a história dependia dele.

O que aconteceu foi que ele diminuiu as ligações (que chegaram a mais de 100 por dia), parou de me seguir e ficou mais “pianinho”. Mas as reações variavam muito: tinha dia que ele infernizava todas as minhas amigas com emails tentando se justificar (porque eu bloqueei de todas as maneiras e troquei de número de telefone), ou fazendo umas ameaças bizarras (hoje eu consigo até rir de uns, do tipo: “Sou Méfisto e vou engolir todo mudo”, mas é a única coisa de que consigo rir nessa história toda…). Daí, logo após o incidente (e paralelamente a todas essas reações altamente variáveis) eu resolvi reagir e contratar um advogado, que na verdade é meu primo. Ele escreveu uma carta e entregou na mesma Polícia Civil em que eu tinha ido antes. Aliás, recomendo que você entre em contato com ele, pois me me deu um mega apoio e várias orientações legais sobre o que fazer. Inclusive, foi ele quem me disse pra levar a coisa mais adiante e, se não fosse isso, não teria minhas medidas de proteção legais asseguradas.

Outra opção é ir à delegacia da Unidade Floresta.  Pode dizer que já tem uma queixa semelhante registrada lá.  [No caso de mulheres que não saibam se há queixas semelhantes, tem como fazer uma busca por antecedentes na delegacia, o que é muito recomendável, uma vez que os caras violentos costumam cometer violência repetidas vezes]. Mas vou te falar que a coisa só foi pra frente depois que um advogado de terno e gravata foi à delegacia e entregou o documento em que havia toda a história registrada (fizemos uma carta juntos) nas mãos de uma delegadA. O processo foi relativamente ágil (mas só eu e minha família sabemos o que foram esses dois meses de terror na minha vida, de verdade). Nesse meio-tempo, eu, meu pai e o João fomos intimados a ir à delegacia pra depor. Nessa época, minha mãe ligou pra casa dele, conversou com a D. Maria [mãe do crápula], pediu pelo amor de deus pra ele ir à delegacia, porque já não aguentávamos mais sofrer e não quer[iamos levar mais a história adiante. Obviamente, a advogada dele não atendeu ao telefonema do meu advogado e ele não compareceu è delegacia (sei que a família também queria que ele fosse, mas enfim…).

No fim das contas, levei adiante, mesmo recebendo recados da D. Maria por uma amiga minha pra “não sair de casa, porque o João estava sumido e podia estar atrás de mim”, mesmo recebendo todos aqueles recados bizarros pelas minhas amigas, mesmo com o desespero da minha mãe, que morava em outra cidade e queria que eu voltasse pra casa por uns tempos, mesmo tendo sido recomendada pelo chefe de segurança do meu trabalho, que ficou sabendo casualmente da história (tive que entregar o BO no registro escolar, pra abonarem minha falta no dia seguinte ao da agressão) a não ir trabalhar, mesmo tendo recebido um atestado de quinze dias do psiquiatra pra me livrar das crises de pânico que retornaram fortes, mesmo sob as recomendações fortíssimas de outros tios advogados a não ir adiante, eu continuei lutando. Mesmo sob a mais forte pressão, eu achava que, se alguém tinha que pagar por algo, esse alguém não era eu. Foi um salto no escuro, mas não me arrependo de não ter cedido e de só ter ido apertando o cerco… Mas divago, aff…

Enfim: o João só cessou mesmo com tudo, depois que as medidas legais de proteção chegaram (porque ambos recebem as medidas em casa e têm que assinar). Não sei se ele foi intimado novamente, nem em que pé anda o processo, mas disse ao meu advogado que já estava de bom tamanho pra mim ter as minhas medidas judiciais asseguradas. Não sei te dizer se ele foi responsabilizado de alguma forma por não ter ido depor (o que foi a maior burrice do mundo, na minha opinião, pois era a chance que ele tinha de dar sua própria versão dos fatos, embora pra mim, pro meu pai e pra todos que testemunharam a cena, não haja dúvidas de que a agressão foi direcionada a mim) ou se teve que responder ao processo (etapa seguinte à das medidas de proteção).

Aliás, vi essa notícia hoje: Namorados agressores poderão ser punidos pela Lei Maria da Penha.

Ah, algumas questões práticas importantes: não faça os mesmos caminhos pra ir e voltar pra casa; fique uns dias na casa de amigos de cujo endereço ele não saiba quando a coisa estiver mais perigosa; fique um tempo sem frequentar os lugares que ele tem certeza de que pode te encontrar (foi assim que ele me encontrou e quase me agrediu fisicamente). Eu fiquei quase um ano evitando a Savassi, porque era o “antro preferido” dele. Sei que é chato pra caramba, ficava revoltada em ver minha liberdade cerceada por conta de um babaca, mas a melhor coisa que eu fiz foi nunca mais ter visto (salvo aquele dia da festa). Porque, mesmo tendo medidas judiciais em mãos, se ele resolvesse mesmo me atacar, não tinha jeito, né?

Desculpa, isso aqui acabou virando um misto de aconselhamento com desabafo… Mas se for pra você reter alguma coisa disso tudo é: LUTE PELA SUA PROTEÇÃO, não se submeta a nenhum tipo de agressão, nem física, nem psicológica. PROCURE UM ADVOGADO  E A POLÍCIA. Se precisar de mim para QUALQUER coisa (desabafo, inclusive), por favor, entre em contato!! (Inclusive, busque apoio psicológico profissional, se achar necessário, pois ameniza muito pra gente).
Um abraço e  muita, muita força.

Maíra.

Machismo velado

Texto de Danielle Cony.

No Brasil há uma situação peculiar quando falamos de preconceito. Ninguém assume que é preconceituoso. Quantas vezes você já ouviu que não há racismo no Brasil? Mas o elevadores de serviço nunca foram desativados, não? Foi necessário uma lei específica para taxar o preconceito de classe e raça nos elevadores.

Então, não temos preconceito ou só tentamos com muita força mascará-lo? E digo que, assim como o racismo, o machimo está nos detalhes, nas pequenas coisas do dia-a-dia.

Lembro-me uma vez que estava em Porto Alegre, num bar, e resolvi fui pegar uma cerveja. Um homem extremamente mau-educado não só furou a fila como me empurrou. Fui falar com ele e simplesmente me chamou de quê? “Sua puta. Sai para lá vagabunda”.

Fiquei absurdamente irada com aquela situação e comecei a discutir com o cara, que covardemente chamou seu amigo e começou a me ameaçar. Meu marido estava presente e quando me viu emboscada pelos dois marmanjos se aproximou. Ver a cara dos dois recuar foi muitíssimo prazeroso (meu marido tem 1,90 de altura e 150 kilos, basicamente o dobro de cada um dos “guris”). Mas diga-me uma coisa, havia necessidade disso? Havia necessidade de me tratar com desreipeito só porque sou mulher e estava desacompanhada? E não posso negar que também fiquei muito irritada por precisar “chamar ajuda”. Normalmente gosto de resolver as coisas por mim mesma. Mas atitudes covardes só podem ser repreendidas, não?

Mas e vocês mulheres? Quantas vezes passaram por situações de machismo, coação e até mesmo violência? O preconceito que sofremos está velado diariamente. Vou citar alguns exemplos:

– Quando num jantar de fim de ano, as mulheres ficam na cozinha e ao termiar a farra todas as mulheres levantam-se para lavar a louça. Isso é o que mesmo?

– Quando “naturalizam” o rosa, a saia, a princesa para as meninas. Porque mulher boa é assim. Princesa. Não tem opinião, é submissa, e bonita.

– Quando um casal está num restaurante e o garçom entrega sempre a conta para o homem. Não importa quem pede a conta.

– Quando você é contratada por um empresa, tem dez anos de mercado na função e seu salário é equivalente ao cara que acabou de sair da faculdade. Observe que os dois realizam a mesma função.

O machismo brasileiro é velado. Não admitir a existência deste é alienar-se do problema e tentar manter as coisas exatamente como estão. E, tenho certeza que todo mundo que acessa esse blog tem a certeza que as coisas ainda estão muito longe de serem igualitárias para as mulheres (ou qualquer minoria, na verdade). Então, vai dizer agora que não há preconceito/machismo no Brasil?