O B, o T e outras letrinhas no mundo nefasto da LGBTfobia

Texto de Bárbara Araújo para as Blogueiras Feministas.

Da sigla LGBT, o B e o T têm algumas coisas em comum. Uma delas é a capa de invisibilidade. O T tem sido sistematicamente abandonado pela letrinha dominante no movimento e pela sociedade como um todo. O desconhecimento e a falta de compreensão social em relação a esse grupo resulta na intolerância, no desprezo e na violência intensa: pessoas transgêneras são proporcionalmente as mais expostas a violência física e assassinatos dentre os grupos representados na sigla.

O B vive essa invisibilidade de outra forma. É simplesmente como se não existisse. Uma pessoa trans pode ser identificada visualmente algumas vezes. Uma pessoa bissexual, não. Não existe nada no jeito, na cara de uma pessoa que a identifique para a sociedade como bissexual. Nem mesmo quando a pessoa se assume verbalmente como bissexual a sociedade a identifica como bissexual. Renato Russo disse naquela música: “eu gosto de meninos e meninas”. Mas a sociedade continuou classificando-o como gay.

Imagem da página Bissexuais Existem no Facebook.
Imagem da página Bissexuais Existem no Facebook.

Quando uma pessoa diz que é bissexual, a sociedade lhe responde que ela está confusa. Mesmo o mais progressista dos grupos, mesmo muitos dos militantes pró-LGBT têm grande dificuldade de aceitar – de enxergar – a bissexualidade. Ou você é hétero ou é gay ou é lésbica. Se a sua vida inteira você é uma mulher que se relacionou com homens e passa a se relacionar com uma mulher, entende-se que você “virou lésbica”. Se você é um homem e a vida inteira se interessou por mulheres, mas percebe que sente desejo por um homem, você certamente “virou viado”. Não é costumeiro considerar que você pode não ter “virado” nada, mas que seja bi. Essa possibilidade é simplesmente invisível. No cotidiano, na mídia, dentro da nossa cabecinha. Quantas pessoas bissexuais você conhece? Quantos personagens de filmes e séries são bi? Quantas vezes a bissexualidade é abordada na mídia?

Isso porque, além de heteronormativa, na nossa sociedade a monossexualidade também é compulsória. Ou seja: só pode gostar de um gênero. Ser bissexual é gostar de mais de um gênero. E isso não pode. Aliás, isso não existe. A proposta de que se pode gostar de vários gêneros – não só dois, mas vários – deixa nossa mentalidade binarista perdidinha.

Recentemente, me reuni com uma amiga que é professora de sociologia para organizarmos nossa fala num debate que ocorreu na escola em que trabalhamos sobre a cultura do estupro. Ela me disse que pensava em falar sobre a importância de nomear as coisas: identificar uma situação de assédio ou abuso sexual e nomeá-la devidamente, não ficar em dúvida ou incerto. Identificar e nomear as coisas é poderoso.

Também recentemente, a escola em que trabalhamos esteve na mídia mais uma vez. Dessa vez, estudantes e professoras/es foram ao programa Encontro com Fátima Bernardes para falar (muito rapidinho, infelizmente) sobre a garantia do uso do nome social por estudantes transgeneres. A fala do Rai, pessoa querida e brilhante com quem tenho o prazer de conviver desde que comecei a trabalhar nessa escola, me fez pensar muito. Ele disse que você nunca imagina que você é trans porque você nunca ouviu falar disso na sua vida. Isso ficou ressoando na minha cabeça e me levou a pensar que é justamente isso que o B e o T têm em comum na sigla, como disse na historinha que abriu esse texto.

Eu nunca tinha imaginado que eu era bissexual durante toda a minha adolescência… porque nunca tinha ouvido falar disso. Não conhecia ninguém que fosse, na escola ninguém falava nisso, minha família nunca mencionou isso; enfim, ninguém nunca tinha me dito que isso era uma possibilidade.

Há pessoas que acham que falar de gênero e sexualidade na escola vai fazer as crianças “virarem” gays ou bi ou trans. Mas pelo contrário. Falar de gênero e sexualidade na escola é apresentar as possibilidades de ser, é mostrar um caminho pra quem sabe que é diferente, pra quem se sente diferente, mas não sabe porquê, não conhece sua própria identidade. E isso traz muito, muito sofrimento. Enquanto entender, conhecer e saber nomear é poderoso, empoderador, é um alívio.

Minha vida teria sido outra se minha escola tivesse discutido sexualidade. Hoje sou professora nessa mesma escola e vejo esse debate acontecendo, como resultado da luta de estudantes e professoras/es. Isso precisa acontecer em todo espaço educativo. Projetos de lei como os da Escola sem Partido e aqueles que denunciam uma “ideologia de gênero” são ameaças graves àqueles grupos que já se encontram minoritários em termos de direitos no espaço escolar e na sociedade como um todo. A educação para a diversidade é urgente num contexto onde um assassinato em massa por homofobia tem sido tratado como um caso de “terrorismo islâmico”. A capa de invisibilidade que cobre a transgeneridade e a bissexualidade é a mesma que cobre a própria homofobia e o sexismo em um caso como o massacre de Orlando.

É por isso que precisamos, urgentemente, falar sobre gênero. Precisamos urgentemente afirmar nossa identidade LGBT. Afirmar nossa existência frente à capa de invisibilidade fornecida pela bifobia e pela transfobia. Para nós existir, sobreviver já são formas de resistência. Nos posicionar publicamente sobre quem somos é um ato de coragem.

10 coisas para NÃO dizer a uma mulher bissexual

Texto de Lindsay King-Miller. Publicado originalmente com o título: ’10 Things Not to Say to a Bisexual Woman’ no site Cosmopolitan.com em 29/04/2014. Tradução de Bia Cardoso para as Blogueiras Feministas.

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Sim, eu quero dormir com homens e mulheres. Não, não com todos ao mesmo tempo. Nem com todos eles.

1. “Quer fazer um ménage com meu namorado e eu?”

Eu quero que você saiba que pensei seriamente em listar apenas essa frase 10 vezes e essa lista já estaria boa. Na verdade, pediria para voltar e reler essa frase mais nove vezes — porque isso é muito importante. Chegar em uma mulher sabendo que ela é bissexual e já solicitar um menage não é remotamente legal, educado ou aceitável. Acima de tudo, isso não vai funcionar. Só porque uma pessoa é atraída tanto por homens como mulheres não significa que ela esteja atraída por você e seu namorado — ou que ela topa qualquer convite para sexo em grupo. E, tratar as mulheres bissexuais como objetos sexuais faz com que elas queiram dormir cada vez menos com você, não mais.

2. “Que incrível — você tem o dobro de chances de ser chamada pra sair!”

Apenas, não. Primeiro de tudo, bissexuais não são necessariamente atraídos pelo dobro de pessoas em comparação com monossexuais (héteros ou gays) — apenas há uma variedade um pouco mais ampla. “Bissexual” não significa “aceitar tudo”. Nós ainda temos preferências. Além disso, muitas mulheres homossexuais e alguns homens heterossexuais não vão sair com mulheres bissexuais por causa dos preconceituosos estereótipos de que bissexuais traem mais ou que são desonestos. Então, assumir-se bissexual, na verdade, pode significar ter menos possibilidades de relacionamentos.

3. “Ah claro, todos experimentamos algo assim na faculdade.”

Não trate a orientação sexual das pessoas como uma fase. Na verdade, a menos que você esteja falando sobre a lua, tente evitar usar a palavra “fase” de modo geral — é ofensivo e demonstra falta de consideração. A identidade sexual de uma pessoa é real, mesmo que essa pessoa seja jovem, ou tenha dúvidas, ou eventualmente se identifique com um rótulo que melhor lhe convém. Além disso, muitas pessoas que definem-se como gay tiveram experiências heterossexuais quando eram jovens e ainda estavam descobrindo o sexo, e nem por isso elas são descritas como alguém que esteve “experimentando a heterossexualidade”.

4. “Mulheres bi sempre acabam virando heterossexuais no fim.”

Curiosamente, eu preciso assumir que conheço mais mulheres bissexuais em relacionamentos longos com homens do que em relacionamentos longos com mulheres. Mas, podemos falar sobre por que isso acontece? Não é porque a bissexualidade não é real ou porque é apenas uma fase. É porque mais homens que mulheres são atraídos por mulheres. A população de homens heterossexuais e bissexuais é simplesmente maior do que a população de mulheres homossexuais e bissexuais, então, assumindo que todos os outros fatores são iguais, é claro que mulheres bi, frequentemente, tem mais chances de encontrar parceiros masculinos. Além disso, infelizmente, por causa da bifobia na comunidade gay muitas vezes é mais fácil para uma mulher bissexual conseguir um encontro com um cara que com uma garota.

5. “Isso não é apenas outro nome para sacanagem?” 

Bissexualidade e promiscuidade são duas coisas totalmente diferentes, e embora eu seja a favor de ambas, é importante que as pessoas não confundam os termos. Você pode ser atraído por homens e mulheres e só ter relações sexuais com uma pessoa em toda a sua vida. Da mesma forma, você pode sentir atração por Taye Diggs e não trair seu parceiro com ele. Você provavelmente não sai por aí apontando literalmente quem você acha que é bonito, porque você é uma pessoa e você tem algum autocontrole. Então, por que você não presume que a mesma coisa acontece com pessoas bissexuais?

6. “Mas do que você gosta mais, homens ou mulheres?” 

Nenhum dos dois. Ambos. Depende de quem está no recinto. Depende da pessoa com quem terminei um relacionamento recentemente. Homens, mas apenas quando mercúrio está retrógrado. Rihanna. Eu não sei, isso não é realmente uma pergunta que tem uma resposta. Bissexuais não são atraídos por todos os homens ou todas as mulheres de uma maneira uniforme mais do que os heterossexuais são. Atração é algo complicado! Eu sei que você está esperando por uma resposta objetiva como: “Eu sou 70% interessada em mulheres e 30% interessada em homens”, mas não é assim que acontece na vida real (e nem vou entrar no fato de que posso sentir atração por pessoas que não se identificam nem como mulheres nem como homens).

7. “Você só está dizendo isso para chamar a atenção dos caras.”

Se esse fosse meu objetivo, eu teria parado de falar cinco segundos depois que comecei. Sim, há uma tipo particular de homem que tende a dar uma atenção especial a mulheres bissexuais assumidas, mas não são o tipo de cara e nem o tipo de atenção que você realmente quer. É o tipo de atenção assustadora, hipersexualizada, objetificada que nunca leva a um bom relacionamento (ou nem mesmo a uma boa transa). Nenhum desses caras dirá algo como: “Você é bissexual? Incrível! Então, conte-me mais sobre seus pensamentos a respeito de literatura pós-colonial”. Se a bissexualidade é o que atrai a atenção deles, esta será a única coisa na qual eles estarão interessados. Eles não querem me conhecer como uma pessoa e eu não quero conhecê-los de maneira alguma.

8. “Então você é gay agora?” (quando você namora uma menina) ou “Então você é hétero agora?” (quando você namora um cara).

A bissexualidade não desaparece só porque a pessoa está num relacionamento monogâmico! Eu não sei porque isso é um conceito tão difícil para as pessoas compreenderem. Nós não alternarmos o botão de gay para hétero dependendo da pessoa com quem estamos nos relacionando no momento. Isso seria muito confuso e difícil de acompanhar. “Cara, Naya Rivera é tão gostosa. Espera, ela é gostosa? Estou gay esta semana? Eu preciso começar a anotar essas coisas”.

9. “Eu gostaria de sair com você, mas sei que você vai acabar me traindo no fim.”

Mais uma vez, só porque você se sente atraído por alguém não significa que você tem que consumar essa ação. Pessoas bi não são mais ou menos propensas a trair do que pessoas homossexuais ou heterossexuais. Portanto, se alguém te traiu e disse que o motivo era por ser bissexual, essa pessoa estava mentindo. Fez isso porque é um idiota. Não saia com idiotas, escolha sair com bissexuais. Somos divertidos!

10. “Bissexuais conseguem tudo mais fácil.”

Sim! Apesar da bifobia na comunidade gay, da bifobia na comunidade hétero, da objetificação sexual, do apagamento de nossas identidades e dos dolorosos estereótipos em relação a nossa desonestidade e infidelidade, para não mencionar toda a frequente rejeição e discriminação enfrentadas por pessoas queer, você está certo, bissexualidade é uma festa sem fim. (Bem, nós geralmente temos cabelos bem legais, por alguma razão.) Em vez de escrever sobre como as pessoas bi são gananciosas, promíscuas, desonestas ou desesperadas por atenção, tire algum tempo para conhecer os problemas que enfrentam e passe a tratá-las como pessoas, não como estereótipos pornográficos. Você ficará mais feliz ao fazer isso. (Mesmo que não role um ménage).

Autora

Lindsay King-Miller é escritora. Vive nos Estados Unidos com sua companheira, muitos livros e dois gatos mimados. Twitter: @AskAQueerChick.

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva Bissexual organizada pelo Bi-Sides. 23 de setembro é o Dia Internacional da Visibilidade/Orgulho/Celebração Bissexual.

Por que o termo bifobia incomoda?

Texto de Érica G. para as Blogueiras Feministas.

O polêmico termo tem ocupado as redes sociais nos últimos tempos com alguns grupos lutando desesperadamente pela sua deslegitimação, em muitos casos vindos de mulheres lésbicas e feministas. Os argumentos contrários são vários, um deles é que o preconceito que bissexuais sofrem não é estrutural e que mulheres bissexuais sofrem lesbofobia e não bifobia.

Para desconstrução de tal argumento temos que remontar a criação do termo lesbofobia. Termo surgido principalmente para diferenciar a dupla violência que mulheres sofrem, que não é da mesma ordem da violência sofrida por homens. Uma por serem mulheres e a outra por serem homossexuais. Além disso, o termo homofobia também promoveria a invisibilidade da mulher lésbica na sociedade, pois estaria relacionado no senso comum apenas aos homens.

Pois bem, de uns tempos para cá os não-monossexuais (que não são héteros ou homossexuais) tem se organizado, e dessa organização surgiu a necessidade de criar o famigerado termo: bifobia. Tal termo surge pois nossa sociedade se organiza a partir de uma lógica binária de formatação da sexualidade e das relações entre os gêneros. Isso causa sofrimento e afeta nossas relações. Não nos sentimos na maioria das vezes acolhidos dentro dos dois grupos: heterossexuais e homossexuais. Sofremos discriminação de ambos os lados. E somos atualmente uma entidade mitológica para o senso comum.

Junho/2015. Militantes, ativistas e simpatizantes participam da 13ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo. Foto de Bruno Poletti/Folhapress.
Junho/2015. Militantes, ativistas e simpatizantes participam da 13ª Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo. Foto de Bruno Poletti/Folhapress.

Agora a questão: Por que o termo bifobia incomoda? O argumento mais usado é de que as bissexuais sofrem lesbofobia quando estão num relacionamento com outra mulher e não bifobia, pois seríamos lidas como lésbicas. Apesar de parecer um argumento válido num primeiro momento trata-se de uma falácia, já que para a turba truculenta e enfurecida de heterossexuais somos uma massa amorfa de não-heterossexuais, de pessoas que burlam a heteronormatividade.

Logo, os termos lesbofobia e bifobia (bissexualfobia) servem para dar visibilidade as especificidades dessa expressão de ódio que engloba todos os que desafiam a forma hegemônica de relacionamento (Pocahy Nardi, 2007).

No trecho seguinte, fica claro que falamos da mesma opressão mas que está sendo usada em alguns momentos para a deslegitimação da opressão homofóbica a mulheres bissexuais, incorrendo, para o senso comum, no mesmo erro que o termo “homofobia”.

Quando digo que bifobia e lesbofobia caminham juntas, quero dizer sobretudo que, apesar de diferentes, ambas incidem sobre a mulher bissexual. É comum ouvir o fato de minas bi sofrerem lesbofobia como argumento para deslegitimar a bifobia. Dizem, por exemplo, que quando apanhamos na rua por estarmos com outra mulher, sofremos lesbofobia. Pode parecer estranho de início, mas quem diz isso está certo. O desonesto é deslegitimar uma opressão específica à pessoas bi utilizando disso. Nós, mulheres bissexuais, sabemos que não é só isso que sofre uma mina bi. Mas sim, não podemos negar: quando somos lidas como lésbicas, sofremos lesbofobia. O verdadeiro problema, que tanto nos esforçamos para mostrar a outras mulheres no feminismo, é o que ocorre quando não somos tomadas por lésbicas. Referência: Bifobia existe e está no feminismo: um apelo, por Anna Lima.

De fato, independente das particularidades que não-monossexuais possuem, sofremos em alguns momentos a mesma opressão que as lésbicas, como mulheres não-heterossexuais. Mas o termo lesbofobia não nos representa e promove nossa invisibilidade. É na verdade mais uma mordaça para nós e sendo mais um dos fatores para o nosso adoecimento, pois sofremos diversas discriminações por homens e mulheres monossexuais. Daí o surgimento do termo bifobia. E este é um termo tão legítimo quanto lesbofobia. Trata-se de um posicionamento político de que existimos e que não iremos nos calar, principalmente em espaços que deveríamos estar seguras.

Para ficar mais claro quando dizem que sofremos “lesbofobia” estão nos dizendo que não sofremos por sermos quem somos, desconsiderando nossas vivências mas que sofremos por sermos confundidas com mulheres que sofrem de verdade. Além disso, mulheres bissexuais que se relacionam com homens sofrem com diversos estereótipos e são estigmatizadas por serem bissexuais.

Se a sexualidade lésbica já é invisibilizada, quando uma mulher bissexual se relaciona com outra mulher, todo o relacionamento vai ser questionado do início ao fim. Não importa quanto o relacionamento ou a dita “fase-passageira-de-indecisão” durar. A mulher com quem você se relaciona possivelmente será chamada de amiga ou de aventura sempre que possível. E no momento que você volta a se relacionar com um homem, toda sua vivência em relacionamento com mulheres será esquecida e relativizada. Relacionar-se com um homem para uma mulher bi é ter a sua “carteirinha” de bissexual cassada a todo momento. Para muitas pessoas, se você está em um relacionamento fechado com um homem, você é automaticamente hétero. É também a confirmação para muitas pessoas que a sua “fase” com mulheres era passageira. Referência: (In)visibilidade bissexual, por Jussara Oliveira e Thayz Athayde.

Por que dentro da comunidade feminista algumas mulheres lésbicas tentam deslegitimar a auto-organização de um grupo? Essas mulheres deixam bem claro o ressentimento que sentem por acreditarem que mulheres bissexuais desfrutam de algum privilégio do patriarcado, nos culpando por inúmeras coisas ao invés de culpar o verdadeiro opressor. O palpite é que sororidade (como muitas já apontam) só existe entre iguais. E nós já sabemos quem sempre sai ganhando com tudo isso…

Referência

POCAHY, Fernando Altair; NARDI, Henrique Caetano. Saindo do armário e entrando em cena: juventudes, sexualidades e vulnerabilidade social. Rev. Estud. Fem., Florianópolis, v. 15, n. 1, p. 45-66, abr. 2007.

Autora

Érica G. é pós graduanda em Saúde Mental e Atenção Psicossocial e feminista desde criancinha.