Meg Barker: “Um círculo vicioso de invisibilidade bi”

Entrevista de Charlotte Dingle, editora-chefe do site Biscuit com Meg Barker, publicada em 22/07/2014, com o título: ‘Meg Barker: A vicious cycle of bi invisivility’. Tradução de Bia Cardoso para as Blogueiras Feministas.

Meg Barker é escritora, conferencista na área de psicologia, sexo, relacionamentos e conselheira especializada em bissexualidade. O site Biscuit pediu-lhe algumas curtas declarações sobre representação bissexual nos meios de comunicação, a difícil questão dos rótulos e a situação do ativismo bissexual mundial.

Meg Barker.
Meg Barker.

O que, primeiramente, te levou a focar sua pesquisa acadêmica no tema da bissexualidade?

Na verdade, foi uma combinação de coisas. Do ponto de vista de pesquisadora, eu sempre tive interesse em pessoas cujas identidades, de alguma forma, não são parte da maioria e como essas experiências acontecem. Na época, eu estava pessoalmente envolvida com comunidades bissexuais, então me pareceu um tema óbvio para estudar.

Quanto mais eu me envolvia no ativismo bissexual, percebia o quanto a bissexualidade era invisível e como a pesquisa era necessária para aumentar a conscientização sobre os problemas enfrentados pelas pessoas bissexuais. Esse foi o pensamento por trás da criação da BiUK (uma organização para reunir pesquisas sobre bissexualidade e ativismo), da conferência BiReCon e do Bisexuality Report.

Por fim, enquanto estudava essas áreas, fui ficando particularmente intrigada em como a cultura majoritária frequentemente vê as coisas de forma binária (p. ex.: homens e mulheres, gays e heterossexuais). Então, minha pesquisa em torno da sexualidade, gênero e relacionamentos tem se concentrado mais em como estes fatores podem desafiar o binarismo.

Como você vê a atual visibilidade/representação da bissexualidade na mídia?

Falando de forma geral, isso continua sendo um grande problema. Muitas pessoas ainda não conseguem ver além dos termos gay/hétero para encontrarem formas viáveis de definirem sua identidade, apesar de se sentirem atraídas por mais de um gênero. Eu acho que, em grande parte, isso tem a ver com o fato de que temos poucas representações de bissexuais próximas a elas.

Muitas vezes, as pessoas acreditam que a bissexualidade é rara porque poucas pessoas se declaram bissexuais, mas as estatísticas sugerem que a bissexualidade é mais comum do que ser lésbica ou gay. O que ocorre é que as pessoas se sentem muito menos confortáveis para se assumirem como bissexuais devido ao estigma que enfrentam por serem quem são (na maioria das vezes vindo de pessoas heterossexuais, gays e lésbicas). Portanto, há um círculo vicioso de invisibilidade.

Recentemente, tivemos algumas representações bissexuais como o Capitão Jack em Dr.Who/Torchwood, o concierge vivido por Ralph Fiennes no filme ‘O Grande Hotel Budapeste’ e Piper Chapman em Orange Is The New Black. A palavra “bissexual” é raramente usada para descrever qualquer um desses personagens mas, pelo menos eles são imagens bem positivas de pessoas que se sentem atraídas por mais de um gênero.

Como você vê as diferenças na forma com que homens bi e mulheres bi são percebidos ou retratados, tanto na mídia como pelas pessoas nas ruas?

Nós ainda temos uma grande lacuna nessa questão. Tanto mulheres quanto homens bissexuais são frequentemente retratados como promíscuos e desleais, com uma desconfiança se eles são “realmente” bissexuais. Porém, os homens bissexuais são na maioria das vezes vistos como sendo “realmente” gays, e há mais suspeitas sobre a existência da bissexualidade masculina do que a bissexualidade feminina. Mulheres bissexuais são muitas vezes vistas como “bi-curiosas”, e mais interessadas em homens, são muitas vezes descritas de maneira excitante e hipersexualizada por homens heterossexuais. Alguns pesquisadores têm apontado a misoginia no pressuposto de que todo mundo realmente vai ser mais sexualmente interessado em homens!

Há também um número crescente de pessoas que vivem suas vidas como não-binários, tanto em termos de sua sexualidade (p. ex.: bissexual, pansexual ou queer) como de seu gênero (p. ex.: genderqueer, gênero fluido ou bigênero). Há pouquíssimas representações destas pessoas na mídia, mas o reconhecimento de vários gêneros pelo Facebook sugere que este será provavelmente algo do qual falaremos muito nos próximos anos, uma vez que desafia a idéia de que a sexualidade e o sexo são binários.

Como você vê o estado do ativismo bissexual mundial no momento?

Há algumas coisas incríveis acontecendo no ativismo bi globalmente e o movimento está definitivamente em um estado saudável, eu diria. Eu não sou uma especialista em movimentos bi internacionais, mas Surya Monro (uma acadêmica de Huddersfield) está atualmente pesquisando esta área e encontrou ótimos exemplos de ativismo bissexual em diferentes culturas que também se engajam em questões interseccionais (como anti-racismo, políticas de classe, políticas trans, etc). Os movimentos bi do Reino Unido e dos Estados Unidos têm muito a aprender com os outros movimentos em todo o mundo, eu acho.

Um exemplo maravilhoso é Shiri Eisner, que escreveu o livro ‘Bi: Notas para uma revolução bissexual’ (sem tradução para o português) que vincula o ativismo bissexual ao feminismo, ao ativismo trans, ao anti-racismo e o conflito entre Israel e a Palestina ocupada.

Eu também estou contente que a conferência BiReCon, que montamos no Reino Unido, com a idéia de juntar na mesma mesa acadêmicos/pesquisadores com ativistas, membros da comunidade e organizações relevantes, foi realizada em nível internacional. Já aconteceu uma BiReCon Europeia e uma BiReCon Estados Unidos, bem como a BiReCon internacional em Londres, 2010.

Às vezes, me sinto desanimada e exausta. Eu me movimento entre espaços em que todo mundo sabe a importância do B em LGBT e fala sobre “a homofobia, a bifobia e a transfobia”, para outros espaços onde as pessoas ainda questionam a existência da bissexualidade ou a consideram como uma minoria dentro de uma minoria, que é boa apenas para ser incluída de forma simbólica. “Não-Seja-Bi” é uma ótima frase para compreender o fato de que muitos grupos e eventos são “bissexuais apenas no nome”.

Quando isso é apontado, as pessoas na maioria das vezes ficam um pouco envergonhadas  ou encolhem os ombros ou fazem piadas com os esforços para torná-los corretamente bi-inclusivos, mas é importante lembrar que estamos falando de um grupo de pessoas que têm taxas mais altas de problemas de saúde e mentais, suicídios e violência doméstica do que as pessoas heterossexuais, lésbicas ou gays. Essa invisibilidade tem um preço real na vida das pessoas, e está até mesmo colocando suas vidas em risco.

Os rótulos são um tema extremamente complicado quando se fala de sexo e sexualidade, com muitas pessoas colocando-se veementemente contra o rótulo de “bissexual”. Quais são seus pensamentos sobre a forma de contornar isso? Tentamos fazer sempre o melhor, mas aqui no Biscuit estamos bem conscientes de que ainda, geralmente com o objetivo de sermos sucintas, usamos pronomes cis e referências a bissexualidade bem mais do que pan/ambi/omnisexualidade, etc. na maior parte do tempo — e não estamos sozinhas nisso, como uma organização “bi”!

Eu geralmente apoio os movimentos que se direcionam no sentido de uma multiplicidade de rótulos para sexualidade e gênero, incluindo aqueles que preferem não rotular essas coisas. Estudos recentes sobre os jovens, como o Metro Youth Chances Survey, sugerem que mais e mais pessoas estão usando termos além da sigla “LGBT” para descreverem a sua sexualidade e gênero, e é importante respeitar isso. Além disso, a proliferação de termos é útil para demonstrar que tanto a sexualidade como o gênero não são binários e que todo mundo pode experienciá-los de diferentes maneiras.

Obviamente que isso lança desafios para os movimentos LGBT e publicações. BiUK ainda usa o termo “bissexual” (para a atração de mais de um gênero), pois isso é bem compreendido pelas pessoas e grupos que estamos tentando ensinar (por exemplo). Mas é igualmente importante considerar as sexualidades não-binárias como um todo também, pois há muitos problemas semelhantes enfrentados por todos aqueles cuja atração tampouco é baseada no gênero ou em mais de um gênero.

Quanto aos pronomes, o caminho a percorrer é usar os pronomes preferenciais das pessoas e perguntar se não tiver certeza. Mais uma vez, eu acho que o movimento de confirmar o pronome preferido é uma ótima maneira de sinalizar a consciência de que as pessoas experimentam o gênero em suas múltiplas formas.

+ Sobre o assunto:

[+] Entenda as 56 opções de gênero do Facebook.

[+] Bi Erasure in “Orange is the New Black”.

[+] Visi(bi)lity: “A 51st Century Guy”: A Few Words on Jack Harkness.

[+] Where Do Queer Characters Like ‘Grand Budapest Hotel’s’ Gustave Fit Into Wes Anderson’s Sexless Universe?

Blogagem Coletiva

Esta postagem faz parte da Blogagem Coletiva pela Visibilidade Bissexual organizada pelo Bi-Sides.

Mulheres e os 50 anos do Golpe Militar

Texto da Equipe de Coordenação das Blogueiras Feministas.

O Golpe Militar de 1964 é um fantasma na história do Brasil. Uma alma penada que assusta em alguns momentos, mas que na maior parte do tempo vive trancada num porão escuro na memória da sociedade brasileira. Somos um país que prefere não lembrar, esmiuçar e nem mesmo refletir sobre as consequências atuais de um período tão nefasto.

Temos na presidência da república uma mulher que resistiu, lutou, foi presa e torturada durante o regime militar. Hoje, vemos essa figura pública tão significativa refém de grupos conservadores e religiosos na política nacional.

A presidenta Dilma rifou os movimentos sociais de uma maneira que nunca vimos antes. No caso do movimento feminista, tivemos que chegar ao ponto de fazer campanha para que o executivo aprovasse um projeto de lei que garanta atendimento de saúde as vítimas de violência sexual. Porque a sensação é que as conquistas no campo dos Direitos Humanos, ocorridas nos últimos anos de democracia, nunca estiveram tão ameaçadas. A Ditadura Militar foi um tempo em que o conceito de Direitos Humanos nem mesmo existia e, talvez, isso seja um reflexo tanto do crescente reacionarismo como da violência generalizada na sociedade atual.

É possível construir uma democracia plena quando não conhecemos nossa própria história? É possível acreditar no Estado de Direito quando nos negamos a compreender nosso passado e empurramos para debaixo do tapete os anos de chumbo?

Quadrinho de André Dahmer. Publicado em sua página do Facebook no dia 27/03/2014.
Quadrinho de André Dahmer. Publicado em sua página do Facebook no dia 27/03/2014.

Fora isso, assim como toda História, a do período ditatorial também é a história dos homens e seus feitos. As mulheres aparecem como coadjuvantes, mas nos últimos tempos mais espaços tem sido abertos para que suas histórias sejam contadas. A criação e instituição das Comissões da Verdade são um começo, porém, como aponta Barbara Lopes em dois textos desse blog, ainda há muito a ser feito:

O fim da ditadura não veio como um ponto final, mas como reticências. Ao invés de um marco, temos um processo: a anistia e libertação dos presos políticos em 1979, escolha de um presidente civil pelo colégio eleitoral em 1984, a promulgação de uma Constituição democrática em 1988 e eleições diretas para presidente em 1989. No entanto, esse processo não acabou. Falta apurar os crimes cometidos pelos agentes do governo militar nos anos da ditadura. Enquanto essa tarefa não for levada a cabo, ainda haverá uma sombra sobre a democracia. Para as mulheres, passar a limpo nossa história é fundamental. As mulheres participaram da luta contra a ditadura e protagonizaram a campanha pela anistia. Continuamos lutando para ampliar nossa democracia, nossa participação política. Por isso, apoiamos a criação de uma Comissão da Verdade legítima e efetiva. Referência: Moção das Mulheres em apoio a Comissão da Verdade.

No Brasil, quando a ditadura começou a perder fôlego – devido às denúncias de violações dos direitos humanos, mas também porque o crescimento econômico do milagre não conseguiu se sustentar – movimentos de mulheres tiveram papel central em abrir caminho para a redemocratização. Foi assim com o Movimento Feminino pela Anistia e com os Clubes de Mães. Referência: Mulheres e a (re)construção da democracia.

Entre as iniciativas que contam as histórias de vida de várias mulheres nesse período estão reportagens, livros e filmes. Um dos fatos marcantes da história das mulheres na ditadura foi a existência da torre das donzelas:

Encravada no presídio Tiradentes, em São Paulo, ganhou o singelo nome por abrigar presas políticas do regime militar. Para chegar à Torre era preciso atravessavar um corredor com celas em uma das laterais. Os cubículos eram ocupados pelas “corrós”, as presas correcionais, tiradas de circulação por um mês, em geral por vadiagem ou prostituição. Essas mulheres costumavam ficar seminuas ou com a roupa virada pelo avesso, para se apresentarem em trajes limpos quando liberadas. (…) Naqueles tempos, a atitude desafiadora só seria possível mesmo no presídio Tiradentes. Como muitos torturadores costumavam repetir durante as sessões que promoviam, o Tiradentes “era o paraíso”. Isso porque, ao entrar no presídio, a pessoa estava com a prisão reconhecida pelo Estado. Às vezes, era levada para interrogatórios em outras instituições, mas praticamente não corria risco de morrer ou “desaparecer”. Na escala macabra estabelecida nos porões do regime, a Operação Bandeirante (Oban) era o inferno, ficando o purgatório por conta da Delegacia Estadual de Ordem Política e Social (Deops). Referência: A torre das donzelas por Luiza Villaméa e Claudio Dantas Sequeira na Revista Isto É.

Esse mês, o canal a cabo GNT estreou a série ‘Mulheres em Luta’, que conta a história de militantes presas e torturadas. Uma delas é Rita Sipahi, de 79 anos. Ela foi presa em 1971, sob a acusação de participar na criação de uma organização política subversiva, e levada para o Dops, onde sofreu diversas sessões de tortura:

“A intenção do torturador é que você seja destruído. Tudo aquilo que você tinha se colocado como projeto de vida, a luta, a resistência… Evidente que imediatamente ele quer que você fale, que dê elementos para ele, mas vai além disso. Pensa em um canto de parede, você totalmente nua, com sapato de salto. O que significa isso? Onde fica sua dignidade nessa hora? Porque eu lembro que um dia eles entraram enlouquecidos, me tiraram a roupa. Puseram fios no corpo todo, inclusive na vagina e começaram a dar choques… alucinados. Aí depois dos choques, entrou um outro, mandou parar. Me deram uma injeção, não sei que injeção era essa… Aí haja perguntas sobre pessoas e fotografias… não sabia, não sabia. Muitas vezes o capitão Rolim chegava e dizia: mas o que você está fazendo aqui? Você tem dois filhos, tem uma família, você tem isso, aquilo outro, por que você não fala? (o que eles queriam). Você se livra, volta para sua casa. Ou seja, era bem a ideia da mulher doméstica, da mulher que não tem que fazer outra coisa na vida”.

Passeata de mulheres no Rio de Janeiro em 1983. Foto de Almir Veiga/CPDOC JB.
Passeata de mulheres no Rio de Janeiro em 1983. Foto de Almir Veiga/CPDOC JB.

Os métodos de tortura eram bem específicos quando se tratavam de mulheres. E, até hoje, por mais que existam leis proibindo, a tortura é vista como um ato legítimo do poder coercivo do Estado, especialmente quando se trata das polícias. Como nos lembra Maria Auxiliadora de Almeida Cunha Arantes, psicanalista, sobrevivente e autora do livro ‘Tortura’ (2013):

“A tortura é um crime demasiadamente humano. (…) Quase sempre praticada por indivíduos absolutamente “normais”, plenamente conscientes de seus atos, capazes de se tornarem técnicos da violência. Raramente são figuras sádicas e perversas (…) No local da tortura, lembra ela, o torturador “exerce seu poder sobre um semelhante assimetricamente imobilizado, vedado, amordaçado e nu”. Ele quer a confissão mas também a submissão do torturado. Quando a vítima se submete, conclui-se um processo em que a confissão é um aspecto irrelevante. O preso, na sala de suplícios, troca seu mundo pelo do torturador. A vítima faz mais do que dar uma informação ao carrasco, ela passa a reconhecer nele o senhor da sua voz”. Referência: “Torturador é humano, cruel e consciente do que faz” no IG.

“Depois de nos colocarem nuas, eles comentavam a gordura ou a magreza dos nossos corpos. Zombavam da menstruação e do leite materno. Diziam ‘você é puta mesmo, vagabunda’”, afirma Ana Mércia. As violências que seguiam incluíam, em geral, choques nas genitálias, palmatórias no rosto, sessões de espancamento no pau de arara, afogamentos ou torturas na cadeira do dragão, cujo assento era uma placa de metal que dava descargas elétricas no corpo amarrado do prisioneiro. Mas com as mulheres era diferente. “Havia uma voracidade do torturador sobre o corpo da torturada”, afirma a psicóloga Maria Auxiliadora Arantes. “O corpo nu da mulher desencadeia reações no torturador, que quer fazer desse corpo um objeto de prazer”. Referência: Os testemunhos das mulheres que ousaram combater a Ditadura Militar por Mariana Sanches na revista Marie Claire.

As diversas mulheres que lutaram na resistência e também as mulheres que defenderam a ditadura militar tem importante participação nesse período histórico. Manter o status quo também é uma forma de assegurar uma posição social para as mulheres. Mas, o principal objetivo do feminismo deve ser transgredir. As mulheres que resistiram e as que resistem transformam o contexto social e são por ele transformadas. Rompem com códigos tradicionais de conduta e propõe formas alternativas de viver a condição feminina. A construção da democracia deve passar por isso, como aponta Barbara Lopes:

Digo construção da democracia porque esta não chega pronta e acabada. E também não é perfeita. Existem muitas limitações no nosso modelo de democracia e muitas variáveis em jogo – mexer em cada uma delas pode afetar as outras. Esse é o desafio de se pensar em projetos de reforma política. (…) A democracia precisa da presença das mulheres para ser efetiva; e as mulheres precisam de uma democracia efetiva para lutarem por igualdade. Para que o futuro político do país seja decidido por homens e mulheres. Referência: Limites da democracia representativa por Barbara Lopes.

Esse texto faz parte da IX Blogagem Coletiva #desarquivandoBR #50anosdogolpe.

+ Sobre o assunto:

50 anos do golpe de estado de 1964 (.pdf). Nota pública da Comissão Nacional da Verdade.

[+] As conquistas do feminismo na ditadura e as batalhas que ainda precisam ser vencidas.

– 50 anos do Golpe: textos para pensar e conversar sobre a Ditadura militar no Brasil.

– A hora da Comissão da Verdade por Barbara Lopes.

– Ainda enterrado em cova rasa o AI-5 completa 45 anos por Niara de Oliveira.

As mulheres e a ditadura militar no Brasil (.pdf) por Ana Maria Colling.

As mulheres na política brasileira: os anos de chumbo (.pdf) por Marcelo Siqueira Ridenti.

– Direito à Memória e à Verdade: histórias de meninas e meninos marcados pela ditadura (.pdf) Publicação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, 2009.

– Direito à memória e à verdade : Luta, substantivo feminino (.pdf) por Tatiana Merlino, 2010.

– Direito à verdade e à memória: Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (.pdf). Publicação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, 2007.

Feminismo e a esquerda na ditadura militar: as meninas de Ibiúna, militantes e oprimidas (.pdf) por Priscila Fernanda da Costa Garcia.

– Luta, Coragem e Memória: Substantivos Femininos por Niara de Oliveira.

– Mulheres brasileiras e militância política durante a ditadura militar: a complexa dinâmica dos processos identitários por Ingrid Faria Gianordoli-Nascimento, Zeidi Araújo Trindade e Maria de Fátima de Souza Santos.

Participação feminina no período da Ditadura Militar no Brasil por Jaqueline Alves de Freitas e Lorena Ferreira Leal.

– Retrato da Repressão Política no Campo – Brasil 1962-1985 – Camponeses torturados, mortos e desaparecidos (.pdf) por Ana Carneiro e Marta Cioccari, 2010.

– Tortura / Coordenação Geral de Combate à Tortura (.pdf). Publicação da Secretaria de Direitos Humanos, 2010.

Um pedacinho dessa história por Renata Lins.

+ Notícias:

– As mulheres e a ditadura militar no Brasil. Entrevista especial com Margareth Rago.

– As vozes das mulheres torturadas na ditadura.

– Comissão concede anistia a mulheres perseguidas na ditadura militar.

– Ditadura e as mulheres: de mãe e santa à bruxa e prostituta. Entrevista especial com Susel Oliveira.

A Semana: Blogagem Coletiva Dia da Visibilidade Trans*

Durante essa semana vários textos foram publicados com a temática trans*. A Semana de Blogagem Coletiva Dia da Visibilidade Trans*: Chega de Transfobia! convocada pelo Transfeminismo em parceria conosco, as Blogueiras Negras e o True Love teve a participação de vários blogs e sites. Hoje, reunimos aqui textos e notícias relacionados ao tema.

– Textos publicados por nós:

[+] Basta de transfobia no feminismo! Pela equipe de coordenação das Blogueiras Feministas.

[+] Visibilidade trans*, psicologia e despatologização. Por Thayz Athayde.

[+] Ser uma mulher trans*. Por Andi Moreira.

[+] Ode às (T) Almas. Por Alexander Brasil.

– Textos publicados pelo Transfeminismo:

[+] Descolonizando os entremeios de Travestis e Transexuais. Por Bia Pagliarini.

[+] Medo, violência e diferenças. Por Leila Dumaresq.

[+] O que vejo nas realidades e lutas trans*. Por Viviane V.

[+] Que visibilidade queremos? Qual a visibilidade dos homens trans (e outras pessoas dentro da trans masculinidade)? Por Jamal Panda.

[+] Disputas acerca do conceito de “privilégio” em discussões sobre privilégio cisgênero. Por Leda Ferreira do Amaral.

– Textos publicados pelas Blogueiras Negras:

[+] O nome disso é transfobia. Chega. Por Charô Nunes.

[+] Tolerância, Respeito e Aceitação: A Luta Diária da Pessoa Transgênera por Igualdade. Por Toni Newman, tradução de Verônica Rocha.

[+] Quando a cor dos segregados não é vista. Por Jaqueline Gomes de Jesus.

[+] É necessário humanizar as pessoas Trans*? Por Alessandra Ramos.

[+] É preciso educar-se sobre o outro. Por Zaíra Pires.

– Textos publicados pelo True Love:

[+] Cotton ceiling? Por Maria Rita Casagrande.

[+] Liz e Elly.

[+] Questão de Gênero – Visibilidade Trans.

[+] Faça um favor, Cale a boca! Por Marcia Vasconcelos.

[+] Muito Mais do que Seus Preconceitos – 27 Mulheres Trans* que você precisa conhecer.

– Textos publicados no Biscate Social Club:

[+] A Luta Por Se Fazer Visível. Por Daniela Andrade.

[+] A (in)visibilidade trans* é problema meu também. Por Claudia Gavenas.

[+] Meninas, brincos e Delegadas. Por Renata Lima.

[+] Transfobia no espaço escolar: a exclusão que não é ocasional. Por Jeane Melo.

[+] Eu? Trans? Por Sara Joker.

– Textos e podcasts publicados em outros sites ou blogs:

[+] A revolução será transfeminista, ou não será! – Dia da Visibilidade Trans*. Por Coletivo Quebrando Muros.

[+] Como você se chama? Por Aline XD.

[+] Conversando sobre transfobia com uma criança. Por Alex Castro no Papo de Homem.

[+] Dia da Visibilidade Trans*: projeto Transversus. Por Carolina de Assis no blog TransTudo da Revista Samuel.

[+] É tudo bem mais simples do que parece. Por Marilia Coutinho.

[+] Paper Doll Transfeminista – Dia da Visibilidade Trans*: Basta de Transfobia. Por Crocomila.

[+] Quando o feminismo praticou a transfobia. Por Marilia Moschkovich no Outras Palavras.

[+] Um dia… Por Eduardo Patriota no Bule Voador.

[+] We Can Cast it 09 – Visibilidade Trans* com a convidada Daniela Andrade.

– Notícias:

[+] Alagoas – Educação promove III Encontro sobre Visibilidade Trans na Escola.

[+] Dia da Visibilidade Trans: Vencedora do Prêmio Direitos Humanos, ativista Keila Simpson afirma que a luta hoje é pelo nome civil.

[+] Brasil lidera número de mortes de travestis e transexuais, aponta ONG.

[+] Pernambuco – Hospital das Clínicas lança campanha pelo respeito aos trans.

[+] São Paulo tem campanha sobre respeito à lei que regulamenta uso de nome social de travestis e transexuais.

[+] Na Semana da Visibilidade Trans, Inesc lança teaser do projeto “Eu te desafio a me amar”.

[+] Semana de Visibilidade Trans: três regras para falar com pessoas e ter sucesso na comunicação.

[+] São Paulo – Museu da Diversidade tem lançamento de HQ transexual.

[+] “Malu, Memórias de Uma Trans”é um dos primeiros trabalhos do gênero a ter como protagonista uma transexual.

Campanha “Onde está a diferença? Veja além do preconceito!” do Hospital das Clínicas de Pernambuco.
Campanha “Onde está a diferença? Veja além do preconceito!” do Hospital das Clínicas de Pernambuco.