5 Textos das Blogueiras Negras que você precisa ler!

Ontem, 25 de julho, foi Dia da Mulher Negra Latinoamericana e Caribenha. Por muitos anos, o Brasil teve como principal data negra o 13 de maio. Porém, graças há tantas negras e negros brasileiros, essa data tornou-se um espantalho para mostrar que não houve libertação para a população negra. O dia da abolição da escravatura não conta a história do povo negro no Brasil. Então, o movimento negro reivindicou suas datas políticas, especialmente o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. E, as mulheres negras tem o dia 25 de julho como sua principal data. É com alegria que vemos mais eventos e ações nessa data com o passar dos anos.

A data foi criada em 25 de julho de 1992, durante o primeiro Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingo, República Dominicana, como marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. No Brasil, a data é nacional, foi instituída por uma Lei de 2014, como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. Tereza de Benguela foi uma importante líder quilombola que viveu durante o século 18.

Uma das iniciativas mais importantes que acompanhamos na internet nos últimos anos foi a criação do site e da comunidade Blogueiras Negras.

Continue lendo “5 Textos das Blogueiras Negras que você precisa ler!”

Financiamento colaborativo: cinema e identidades. Vamos ajudar?

Crowdfunding ou financiamento colaborativo é um sistema de financiamento coletivo que parte da ideia de agregar pessoas em torno de um projeto para que este possa se tornar realidade, com investimentos de valores pequenos ou grandes, tendo a internet como ferramenta de encontro. Atualmente, há vários sites, modelos e formatos. É a mesma ideia da conhecida vaquinha, mas com adicionais, como contrapartidas, brindes e acompanhamento posterior dos projetos.

Muita gente já conseguiu concretizar diversos projetos bacanas nas área de música, cinema, tecnologia, eventos, esportes, etc. com a ajuda de pessoas que não conhecem. Nós achamos a proposta e a ideia do financiamento colaborativo muito boa e queremos compartilhar com você alguns projetos que estão em andamento e que acreditamos ter tudo a ver com nossos ideais de um mundo mais bacana. Vamos ajudar?

[+] Rafa Eu (Faltam menos de 30 dias).

“Rafa Eu” é um curta-metragem universitário feito por estudantes do terceiro ano de Rádio e TV da Faculdade Cásper Líbero. O filme narra a história de Rafa, que nunca entendeu direito porque deveria agir como uma garota sendo que nunca se sentiu como uma.

O tempo passou, Rafa entrou em uma nova escola e conheceu João. Rapidamente os dois se tornam melhores amigos. Através desta amizade, Rafa se encontrou livre para viver do modo que sempre desejou e descobrir de forma intensa a resposta para sua identidade de gênero.

[+] Documentário – Relações sem Posse (Faltam menos de 35 dias).

Existe um roteiro muito divulgado de felicidade e normalidade dos relacionamentos. Quando nascemos alguém nos diz que somos homem ou mulher, e passam a condicionar nosso comportamento para agir conforme o que é socialmente aceito em um papel ou em outro. Depois conhecemos o conceito de amor romântico, em que uma mulher espera um homem que a salve e proteja, e um homem espera uma mulher maravilhosa que satisfaça somente a ele. Ambos esperam casar e ter filhos como se não houvesse outras possibilidades. Qualquer pessoa que não se encaixe nesse padrão sofre pressão para se formatar a ele. Essa norma se assemelha a outras que já foram vigentes no passado, como a mulher casar virgem, fazer os serviços domésticos e servir ao marido, a impossibilidade do divórcio etc. Como vemos, as normas mudam, e uma regra considerada sagrada numa época passa a ser cada vez mais questionada.

Nós desejamos fazer um documentário sobre pessoas que vivem relacionamentos diferentes desse modelo, questionando normas como a imposição de gênero, a sexualidade heteronormativa e a obrigatoriedade de exclusividade nos relacionamentos amorosos e sexuais. Questionar essas normas é falar sobre os direitos sexuais da mulher, que há muito tempo são direitos mais limitados que os dos homens. Por exemplo, um homem com mais de um relacionamento sexual não é tão mal visto quanto uma mulher.

[+] Três Marias (Faltam menos de 50 dias).

Três Marias é um curta-metragem feito por mulheres, estudantes do curso de Imagem e Som da Universidade Federal de São Carlos. O projeto conta a história de Maria, uma mulher que, como tantas outras, enfrenta cotidianamente a violência de gênero. O projeto nasce da luta e do desejo de dar voz a essas nossas companheiras e de impulsionar a empatia e o emponderamento feminino.

Maria é caixa de supermercado e manicure domiciliar. Ela precisa trabalhar muito para criar sozinha sua filha, Luiza. Em mais um dia de trabalho, Maria busca encontrar tempo para fazer as unhas de uma cliente antiga, e também levar Luiza a uma festinha da escola. No meio de sua rotina cansativa, Maria terá que enfrentar mais uma dificuldade: a violência de gênero que afeta a ela e a todas nós, mulheres.

Financiamento colaborativo: literatura e esporte. Vamos ajudar?

Crowdfunding ou financiamento colaborativo é um sistema de financiamento coletivo que parte da ideia de agregar pessoas em torno de um projeto para que este possa se tornar realidade, com investimentos de valores pequenos ou grandes, tendo a internet como ferramenta de encontro. Atualmente, há vários sites, modelos e formatos. É a mesma ideia da conhecida vaquinha, mas com adicionais, como contrapartidas, brindes e acompanhamento posterior dos projetos.

Muita gente já conseguiu concretizar diversos projetos bacanas nas área de música, cinema, tecnologia, eventos, esportes, etc. com a ajuda de pessoas que não conhecem. Nós achamos a proposta e a ideia do financiamento colaborativo muito boa e queremos compartilhar com você alguns projetos que estão em andamento e que acreditamos ter tudo a ver com nossos ideais de um mundo mais bacana. Vamos ajudar?

[+] Desnamorados: um livro colaborativo sobre o amor (Faltam menos de 10 dias)

Desnamorados vai juntar muitas histórias sobre encontros e desencontros, construções e desconstruções amorosas. Poesias, contos, crônicas, cartas, emails. É isso que a gente mais quer. Perspectivas diferentes, linhas narrativas diversas e liberdade de criação. Ninguém te diz como amar, nem como escrever.

A ideia é que você também faça parte dessa rede que vai fazer o Desnamorados acontecer. E você pode fazer isso de dois jeitos:

1. Com dindin: contribuindo com o valor que puder, através do Catarse.

2. Com amor: escrevendo um texto sobre o amor e mandando pra gente, através do nosso site www.desnamorados.com.

[+] Patrocine meu treino – Maurren Maggi. (Faltam menos de 20 dias)

Para os que não me conhecem, sou saltadora profissional desde 1996, representei o Brasil no Jogos Olímpicos de Pequim em 2008 e trouxe para nós o ouro. Sou recordista e tricampeã pan-americana em Winnipeg 1999, Rio 2007 e Guadalajara 2011, além de ter o recorde sul-americano da prova dos 100 metros com barreiras obtido em 2001, também fui recordista sul-americana no salto triplo em 2003.

Atualmente estou sem patrocínio, diferente dos outros anos que corri atrás de patrocinadores e obtive sucesso, nesse ano de Copa do Mundo os olhos dos patrocinadores estão voltados para o futebol e os outros esportes ficam de lado. Sou uma atleta que nunca se deixou vencer e nunca medi esforços para representar o nosso Brasil e presentear meus compatriotas com medalhas novas medalhas. Quero mais uma vez participar de uma Olímpiada, e desta vez dentro de casa, em 2016, na minha terra natal.

Para isso, escolhi o crowdfunding da Kickante para financiar meus treinos em São Paulo. O objetivo dessa primeira campanha é obter patrocínio para 100 dias de treino, me preparando assim para mais uma etapa em minha careira atlética.

[+] Toureando o Diabo – Livro de Clara Averbuck (Faltam menos de 30 dias)

Toureando o Diabo será meu sétimo livro e minha primeira publicação independente.
Nele eu revivi a Camila, personagem dos meus dois primeiros romances. Ela é uma escritora que procrastina e tenta escrever, enquanto conta sobre a vida turbulenta, os amores errados, a retomada da vida de solteira e tudo que acaba encontrando pela frente na zona da vida de mulher e artista.

Por que, depois de publicar por quatro editoras diferentes e receber propostas de umas tantas outras, resolvi me voltar ao financiamento coletivo? Não é mais fácil deixar tudo na mão dos outros? É. É bem fácil. Mas se eu fizer, fico mais perto do meu público. Meu público que me acompanha há anos, meu público que me conheceu há pouco, meu público que ainda não me conhece. Se eu mesma fizer, faço de maneira mais justa, independente e livre. Prazer. Eu sou a Clara, não gosto de como as coisas funcionam e quero fazer diferente. Me ajuda?

Foto de Lauro Maia no Flickr em CC, alguns direitos reservados.
Foto de Lauro Maia no Flickr em CC, alguns direitos reservados.