Criaminas – uma agência de publicidade virtual feita por mulheres

Esses dias, a Brenda Band nos mandou um email apresentando a Criaminas. Cansadas das mesmas propagandas de televisão, rádio, internet e revistas, um grupo de alunas da Faculdade de Comunicação Social (FAMECOS) da PUC-RS resolveu que estava na hora de mudar. Unindo conhecimentos e vivências, criaram algo para que a luta feminista não fique apenas na utopia.

A Criaminas surgiu dentro do ambiente acadêmico de publicidade com mulheres que querem ver a representação real delas mesmas em campanhas e anúncios. Por isso, fizemos uma pequena entrevista para saber mais sobre o projeto:

1. Como vocês se conheceram e se aproximaram? E já conheciam o feminismo antes da faculdade?

Nos conhecemos na FAMECOS. Quando eu sugeri criarmos uma agência de empoderamento feminino logo fizemos um grupo no whatsapp, e sinceramente, a maioria das meninas que ali estavam mal se conheciam. Alguns rostos eu nunca tinha visto, até porque, a maioria das meninas que hoje formam o Criaminas são do primeiro semestre. O engajamento e a vontade de criar pensando no feminismo veio muito forte da parte delas. Temos, claro, meninas de outros semestres, mas fiquei muito orgulhosa com esse talante delas de participarem imediatamente de um núcleo como a Criaminas.

O feminismo de cada uma de nós nasceu de vivências. Na faculdade pouco é trazido à tona. Quando assistimos a campanhas de carros, pouco enxergamos da projeção da mulher nesse tipo de vídeo publicitário e aí por diante.

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Fale com Veca e descubra seus babados

Todos os dias somos inundados por novos canais no Youtube. E, temos acompanhado cada vez mais mulheres usando essa plataforma para produzir conteúdo e nos aproximar de diferentes universos, promovendo uma grande variedade de maneiras de ser mulher e visibilizando nossa diversidade.

A Veca (apelido de Verônica) é uma dessas mulheres. Há algum tempo, pesquisando sobre projetos de mulheres com deficiência, conhecemos o canal: Fale com Veca. Por meio de financiamento coletivo foram produzidos 10 vídeos. Com muitas risadas e o sonho de trabalhar com o diretor espanhol Pedro Almodóvar, Veca nos leva para seu cotidiano, suas vivências, seus desejos e formas de encarar o mundo. Recentemente, ela lançou um novo canal: Babados da Veca. Decidimos entrevistá-la para que você também possa conhecê-la e descobrir como é legal conhecer uma pequena.

1. Nos vídeos divulgados em seu canal, você se chama e se refere a outras pessoas com nanismo como “pequenos”. Você pode falar mais sobre isso? É um meio de se identificarem ou de tirar o peso das palavras: anão e anã?

Então, quado estive na gringa pra fazer uns exames, descobri que lá eles se referem a nós, como “Litlle People”. Achei foférrimo e, não só eu como outros pequenos também adotamos esse termo, até por ser mais carinhoso!! Falar “anão”, não está errado, assim como falar Portador de Nanismo ou Déficit Agudo do Crescimento… ahaha mas esse é muito complicado, prefiro “Pequenos e Pequenas” mesmo!!!

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Por que discutir gênero na escola?

Em outubro, Aniely Silva entrou em contato conosco para divulgarmos a cartilha: Por que discutir gênero na escola? (pdf). Organizada pela ONG Ação Educativa e pela JADIG – Jovens Agentes pela igualdade de gênero na escola.

Achamos a iniciativa tão importante num momento como o atual — com o conservadorismo e o fundamentalismo ganhando as narrativas, combatendo a falácia chamada “ideologia de gênero” e com os direitos humanos ameaçados — que fizemos uma pequena entrevista com Aniely. A principal ferramenta de mudança para o fim da violência contra a mulher é a educação, por isso é imprescindível debater gênero nas escolas.

Aniely Silva trabalha como jovem aprendiz na ONG Ação Educativa. A ONG promove formações sobre direito à educação para jovens de periferia e no início do ano, promoveu uma formação sobre Direito à Igualdade de Gênero na Escola. Ao fim do curso, foi desenvolvida a cartilha: POR QUE DISCUTIR GÊNERO NA ESCOLA? – Em resposta ao barramento da palavra Gênero nos planos nacionais de educação. Totalmente desenvolvida por mulheres negras moradoras de Sapopemba e Itaquera, a cartilha traz textos e quadrinhos para discutir e debater a importância da palavra gênero no nosso cotidiano, a questão do racismo e os padrões impostos pela sociedade, a objetificação do corpo das mulheres e até como o machismo afeta os homens.

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