Políticas Públicas para Mulheres

Durante a 3ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, perguntamos para militantes presentes: O que mais avançou em políticas públicas para mulheres? O que você espera que avance? Juntamos as respostas no vídeo abaixo.

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Da Conferência, sai um plano com as diretrizes que a sociedade civil e o governo – já que é uma construção conjunta – esperam que norteiem as políticas públicas para as mulheres. A Conferência é fundamental porque acreditamos que o Estado tem um papel importante para mudar a vida das mulheres. Entender as medidas que melhoram a situação das mulheres como políticas públicas também significa que elas não devem ser isoladas, mas parte de uma estratégia. A existência dessas políticas tem também um poder simbólico – que precisa ser confirmado na prática, com a efetivação dessas políticas.

O Plano Nacional de Políticas para Mulheres foi tema de um dos painéis da 3ª Conferência e, entre as palestrantes, estava Tatau Godinho, subsecretária de Planejamento e Gestão da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM). Queria ressaltar dois pontos da fala dela. O primeiro é sobre o tema da Conferência: “Autonomia e igualdade para as mulheres”. Ela afirmou que a SPM pretende dar prioridade para a autonomia econômica e social – no trabalho, na política, no lazer, etc. – das mulheres agora, como foi prioridade o enfrentamento à violência na gestão anterior.

O segundo ponto é o que Tatau colocou como “armadilha da institucionalização”. No processo de construção da Conferência com as etapas municipais e estaduais, houve um aumento no número de organismos de políticas para mulheres (secretarias, coordenadorias, etc.), que passaram de 294 para 432. Isso é um ganho importante. O perigo é, ao transformar mulheres em gestoras de políticas, afastá-las do feminismo, do movimento. E as políticas públicas, por mais poderosas que sejam, não substituem a militância, a luta nas ruas, a que a gente faz todos os dias.

A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) fez um vídeo de encerramento com um resumo dos vários dias de conferência, veja abaixo:

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*Imagem do destaque: Auditório no 4° Dia da Conferência. Foto: 3° Conferência/Divulgação.

Blogueiras Feministas na Rádio Abraço no Ar

A rádio Abraço NO AR, que está fazendo a cobertura da 3ª CNPM (Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres), recebeu em seu estúdio as blogueiras feministas: Barbara Lopes, Cynthia Semiramis, Priscilla Caroline e Tica Moreno. Elas conversaram com Aline Nandi (radialista e articuladora da Abraço-SC) e com Kamayura Saldanha ( Coordenadora Nacional de Gênero e Etnia da Abraço) sobre vários temas referentes ao grande evento feminino.

As blogueiras falaram sobre as dificuldades encontradas pelas mulheres ao longo do tempo no campo da comunicação. E, destacaram a importância das transformações que vem acontecendo no Brasil, em relação à participação da mulher na política. “Temos que colocar mais mulheres na política. E uma das formas de fazer isso, é acabar com os comentários machistas que são feitos sobre elas”, afirmou Cynthia Semíramis.

Além da rádio, as blogueiras feministas: Barbara Lopes, Cynthia Semiramis e Priscilla Caroline deram depoimentos para a equipe de comunicação da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). Confira abaixo o vídeo com declarações sobre políticas públicas para mulheres e os desafios que precisam ser enfrentados:

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*Imagem do destaque: Barbara Lopes e Tica Moreno durante entrevista a rádio Abraço no Ar. Foto de Bruno Caetano.

Acompanhe mais notícias pelo blog oficial da 3° Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres.

O barulho rosa de Kaki King

Texto de Barbara Lopes.

Quem vê Kaki King de perto se surpreende com seu tamanho. Em um vídeo, ela conta, bem humorada, que costuma ouvir: “nossa, você é tão baixinha na vida real!”. Isso porque tocando, ela é uma gigante. Sua técnica, com uso do tapping (um maneira mais percursiva de tocar instrumentos de cordas) e diferentes timbres, embasbacou Dave Grohl, dos Foo Fighters, que disse “tem guitarristas bons e tem guitarristas que são bons pra caralho. E tem a Kaki King”; e a revista Rolling Stone americana – que a colocou entre os Novos Deuses da Guitarra, a primeira mulher e a pessoa mais jovem a figurar na lista. Mas não é só isso. Ela também é uma compositora versátil e inteligente, cujas músicas não são apenas exibição da técnica desenvolvida. Ela passeia entre apresentações solo acústicas e shows vibrantes com banda, de sonoridades que lembram a guitarra flamenca ao pós-rock da parceria com John McEntire, do Tortoise.

Kaki King, que está em São Paulo para dois shows no Sesc Belenzinho, neste sábado e domingo (dias 11 e 12 de junho), falou por email sobre sua dupla personalidade e sobre mulheres na música.

Kaki King. Imagem: divulgação.

Seu álbum mais recente é sobre espionagem e a “ideia de viver uma vida dupla”. Você se vê como uma agente dupla, digamos, entre o pop e uma música experimental mais sofisticada, ou entre as apresentações solo e com banda?
Às vezes eu enxergo desse jeito – quando eu estou tocando com uma banda, eu prefiro ficar agitada e suando e que o público se mexa o máximo possível. Quando eu toco sozinha, eu gosto que todo mundo fique sentado quieto, para que cada nota possa ser ouvida. Realmente, dois tipos de personalidade.

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Há uma mística em relação a guitarristas e rockstars que é um incentivo para crianças que querem aprender guitarra. Isso influenciou você? Você sentia falta de guitarristas mulheres que pudessem ser um modelo?
Meus primeiros guitar heroes não eram mulheres, necessariamente, mas eu me lembro claramente de Jennifer Batten e seu gigantesco cabelo loiro nos vídeos ao vivo do Michael Jackson quando eu era criança. Eu não sei se ela era o tipo de guitarrista ou de mulher que eu queria ser, mas eu nunca esqueci seu cabelo.

No mesmo assunto, você acha que o cenário para mulheres na música está mudando?
Está sempre mudando. Eu acho que as grandes pop stars femininas estão conquistando, merecidamente, bastante crédito e isso é bom para a música em geral – quando talento é reconhecido e louvado.

Você tem uma música bem conhecida chamada “Pink Noise” (barulho rosa). É um jogo de palavras?
O nome da música é “Playing With Pink Noise”. Alguns amigos meus têm uma banda chamada Pink Noise e um outro amigo meu ia tocar em um show com eles. Eu escrevi um email para esse amigo e disse “ah, entendi, você está tocando com Pink Noise” [que também pode ser entendido como “você está brincando com barulho rosa”, um tipo de ruído]. Eu gostei do trocadilho.