Por que discutir gênero na escola?

Em outubro, Aniely Silva entrou em contato conosco para divulgarmos a cartilha: Por que discutir gênero na escola? (pdf). Organizada pela ONG Ação Educativa e pela JADIG – Jovens Agentes pela igualdade de gênero na escola.

Achamos a iniciativa tão importante num momento como o atual — com o conservadorismo e o fundamentalismo ganhando as narrativas, combatendo a falácia chamada “ideologia de gênero” e com os direitos humanos ameaçados — que fizemos uma pequena entrevista com Aniely. A principal ferramenta de mudança para o fim da violência contra a mulher é a educação, por isso é imprescindível debater gênero nas escolas.

Aniely Silva trabalha como jovem aprendiz na ONG Ação Educativa. A ONG promove formações sobre direito à educação para jovens de periferia e no início do ano, promoveu uma formação sobre Direito à Igualdade de Gênero na Escola. Ao fim do curso, foi desenvolvida a cartilha: POR QUE DISCUTIR GÊNERO NA ESCOLA? – Em resposta ao barramento da palavra Gênero nos planos nacionais de educação. Totalmente desenvolvida por mulheres negras moradoras de Sapopemba e Itaquera, a cartilha traz textos e quadrinhos para discutir e debater a importância da palavra gênero no nosso cotidiano, a questão do racismo e os padrões impostos pela sociedade, a objetificação do corpo das mulheres e até como o machismo afeta os homens.

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#BlogFem entrevista candidatas feministas: Cibele Ferreira

Estamos publicando uma série de entrevistas com candidatas de várias cidades brasileiras, que declaram-se feministas, com o objetivo de publicizar propostas e incentivar maior participação das mulheres na política.

Cibele Ferreira é candidata a vereadora pelo PSOL na cidade de São Carlos/SP.

Coligação: PSOL – Partido Isolado. Página no Facebook: Cibele Ferreira.

1. Você pode fazer um resumo sobre sua trajetória política até essa candidatura?

Comecei a minha militância no movimento estudantil da USP de São Carlos, quando tive a oportunidade de participar do centro acadêmico CAASO e do DCE, fazendo sempre oposição as políticas que queriam tirar direitos dos estudantes de permanecerem na universidade e que cada vez mais privatizam o ensino público. Participei da fundação do Juntos! São Carlos, em 2011, coletivo que milito até hoje defendendo os interesses da juventude e que aqui na cidade participa ativamente da luta pelo transporte justo.

Ao longo dos meus primeiros anos de militância, percebi o quanto nós mulheres sofremos dentro dos espaços políticos, e ainda muito mais fora deles. Por isso, vi a importância de organizar também a luta feminista junto com todas as minhas companheiras, o que fazemos a partir do coletivo Juntas!, criando espaços de formação dentro das universidades para o combate do machismo, atuando no combate a violência contra a mulher, participando do fórum municipal de enfrentamento a violência doméstica, mas nunca deixando de mostrar a interação entre o combate do machismo e com a luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

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#BlogFem entrevista candidatas feministas: Ana Paula Mira

Estamos publicando uma série de entrevistas com candidatas de várias cidades brasileiras, que declaram-se feministas, com o objetivo de publicizar propostas e incentivar maior participação das mulheres na política.

Ana Paula Mira é candidata a vereadora pelo PSOl na cidade de Curitiba/PR.

Coligação: PSOL/PCB. Página no Facebook: Ana Paula Mira.

1. Você pode fazer um resumo sobre sua trajetória política até essa candidatura?

Participei do movimento estudantil quando cursava jornalismo. Fui do centro acadêmico, DCE e executiva nacional dos estudantes de comunicação. Por ter me decepcionado um pouco com política naquela época, acabei indo para outro caminho e construí minha carreira como professora. Mas como foi algo que sempre quis, a cada eleição eu me lamentava por não ter me candidatado. Até que neste ano deu certo.

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