8 de Março! As Mulheres Vão Parar! Vamos juntas!

Nos últimos anos temos visto diversos movimentos de mulheres promovendo ações e grandes marchas pelo mundo.

Junho de 2015 e 2016: Ni Una Menos na Argentina, Chile e Uruguai e diversos países da América Latina. Outubro de 2015: Mulheres Brasileiras Contra Eduardo Cunha e a criminalização do aborto. Outubro de 2016: Marcha das Polonesas contra a criminalização do aborto. Janeiro de 2017: Marcha das Mulheres Contra Trump.

Agora, o mundo se prepara para uma greve internacional feminina. Em inúmeros países as mulheres estão se organizando com o objetivo de parar no dia 8 de março. É preciso que o mundo nos ouça e nos respeite.

NENHUMA MULHER A MENOS!

NENHUM DIREITO A MENOS!

A proposta é inspirada na greve que as islandesas organizaram em 1975. Nós, Blogueiras Feministas, nos juntamos ao movimento de organização do movimento 8M no Brasil e convocamos você a participar da Parada Internacional das Mulheres no dia 8 de março de 2017.

Sabemos que nem todas as mulheres poderão efetivamente deixar seus postos de trabalho por um dia, por isso apoiamos diversas maneiras de fazer isso, o importante é você mostrar que o 8 de março é um dia de luta para as mulheres e que não vamos aceitar retrocessos em nossos direitos.

Confira nessa lista se já há algum evento marcado para a data na sua cidade. Além disso, sugerimos diversas formas de protestar no dia 8 de março:

#No Trabalho

– Parada total, no trabalho ou nas tarefas domésticas e nos papeis sociais como cuidadoras durante a jornada completa;

– Parada de tempo parcial da produção/trabalho por uma ou duas horas;

– Apitaço no horário do almoço (convide as colegas para às 12:30h ou no horário possível do seu local de trabalho para realizar um apitaço);

– Use elementos ou acessórios da cor roxa ou lilás na vestimenta, como fitas ou qualquer elemento que destaque;

– Coloque panos roxos nos carros e nas casas;

– Boicote locais misóginos;

= Não compre nada neste dia;

– Instale mensagem automática de “fora do escritório” no email e explique o porquê;

#Nas Redes

– Participe do twitaço às 12:30h do dia 8 de março usando as hashtags: #8m #8mbrasil #paradabrasileirademulheres #euparo

– Grave vídeos de toda a intervenção que fizerem no 8 de março com a hashtags: #8m #8mbrasil #paradabrasileirademulheres #euparo

– Mude a foto de perfil com um Twibbon:

Opção 1: https://twibbon.com/support/parada-de-mulheres-8m-br

Opção 2: https://twibbon.com/support/8m-brasil-greve-de-mulheres-2

Opção 3: https://twibbon.com/support/8m-as-mulheres-v%C3%A3o-parar

#Para maiores informações curta as paginas:

Parada Brasileira de Mulheres

8M Brasil

 

Interseccionalidade na prática: descobertas e táticas

Texto de Debora Albu para as Blogueiras Feministas.

Saindo de uma conferência sobre feminismo e enfrentamento à violência contra a mulher nesse contexto de 21 dias de ativismo só consegui sentir uma felicidade enorme, apesar do peso e da dor que esses temas nos trazem.

A felicidade vinha da materialidade que o conceito de interseccionalidade tinha tomado ali. Uma mesa composta por mulheres de diferentes gerações, cores, territórios, ancestralidades e experiências concretizou aquilo que a teoria, muitas vezes, fica aquém de dar conta.

O conceito de interseccionalidade – palavra que meu Word não reconhece — foi cunhado pela professora e ativista do movimento negro norte-americano Kimberlé Crenshaw, em 1991, no artigo “Mapping the Margins: Intersectionality, Identity Politics and Violence Against Women of Color” (Mapeando as margens: interseccionalidade, política de identidade e violência contra mulheres não-brancas; tradução livre*) na Stanford Law Review. A interseccionalidade seria como uma lente, um dispositivo metodológico para ler uma diversidade de opressões incidindo sobre cada pessoa — e cada mulher — de formas diferentes, gerando não um somatório de opressões, mas sim, novas formas de opressão qualitativamente distintas.

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O Coletivo Rubi e o I Congresso Feminista da região de Salto, Itu e Porto Feliz

Texto escrito pelo Coletivo Rubi.

No último domingo, dia 9 de outubro de 2016, aconteceu o I Congresso Feminista da região de Salto, Itu e Porto Feliz, municípios do interior de São Paulo. Sua realização foi uma iniciativa do Coletivo Rubi em parceria com a Prefeitura da Estância Turística de Salto, Secretaria de Ação Social e Cidadania e Coordenadoria da Mulher, Secretaria de Saúde, Secretaria da Educação, Brisa e Onco Itu.

O evento contou com a presença de, aproximadamente, 65 pessoas — mulheres e homens de todas as idades. E, foi realizado no Auditório Paulo Freire, em Salto/SP.

O Coletivo Rubi nasceu de uma roda de conversa sobre feminismo ocorrida na Praça XV, em Salto, no dia 28 de junho de 2015. Naquele dia, nós nos reunimos para conversarmos sobre temas diversos, como, por exemplo, desigualdade de gênero, protagonismo, empoderamento feminino e padrões de beleza. Foram muitas as meninas e mulheres participantes do encontro que se sentiram acolhidas, que viram que não estavam sozinhas diante dessas e de outras questões e que gostariam de abraçar a causa em torno de um objetivo comum: um mundo mais justo e igualitário para as mulheres!

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