6 canais de lésbicas no Youtube para você visibilizar sempre

Hoje, 29 de agosto, é Dia Nacional da Visibilidade Lésbica e Bissexual. Porém, cada vez mais ativistas bissexuais prestigiam a data da celebração bissexual em 23 de setembro, por isso hoje vamos focar nas lésbicas, que são muito invisibilizadas até mesmo no feminismo. O senso comum acredita que toda feminista é lésbica, mas não é isso que vemos na maioria dos grupos atualmente. As demandas lésbicas em relação a saúde, educação, violência e maternidade, entre outras, muitas vezes são colocadas de lado.

Quando se fala em visibilidade lésbica, estamos falando sobre o quanto a sociedade nega e desacredita o sexo e o amor entre mulheres, estamos falando do quanto a sociedade segrega as mulheres que não cumprem seu papel na sociedade heteronormativa. E, também estamos falando da lesbofobia cruel que joga pedras quando elas passeiam de mãos dadas nas ruas, que xingam quando se beijam num show, uma sociedade que acredita que lésbicas podem ser “curadas” ou “corrigidas” por meio de estupros.

Ser lésbica é resistir contra tudo que está aí. Ser lésbica é reescrever desde pequena o papel social das mulheres. Então, o melhor que podemos fazer nessa data é apresentar lésbicas maravilhosas que adoramos acompanhar:

#Jessica Tauane. Você já deve conhecer a Jessica do Canal das Bee, um dos melhores canais LGBT da internet, mas ela também tem seu próprio canal: Gorda de Boa. Ela também deu uma entrevista bacana pra Trip: Rainha do Brejo.

#Louie Ponto. Conhecemos a Louie por meio de um vídeo muito bom que ela fez com a Nátaly Neri. Feminismo e visibilidade lésbica são pautas frequentes no canal: Louie Ponto.

#Marias do Brejo. Mayara é bissexual e Yasmin é lésbica, são um casal de mulheres negras e falam muito sobre representatividade, empoderamento e negritude no canal: Marias do Brejo.

#Luisa Tasca. O bacana da Luisa é que família é um tema muito presente em seus vídeos, já que ela também tem uma irmã lésbica e uma mãe que as apoia. Além disso, recentemente a Luisa pediu a namorada Thais em casamento, confira: Lesbicando.

#Colher de Ideias. Eva e Manu fazem parte de uma grupo de Youtubers lésbicas que conhecemos no Twitter: @sapatubers. Em seu canal, falam sobre relacionamentos, tem desafios e questões que afetam as lésbicas como preconceito no mercado de trabalho: Colher de Ideias.

#Sapatomica. O site Sapatomica é um dos que acompanhamos há mais tempo, sempre com notícias e textos bacanas. E, elas também tem um canal no Youtube com vídeos bem legais: Tv Sapatomica.

Créditos da imagem: Maio/2016, São Paulo. 14° Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais. Foto de Paulo Pinto/Fotos Públicas.

“Já que não me entendes, não me julgues, não me tentes”: um relato sobre a II Caminhada de Mulheres Lésbicas, Bissexuais e Transexuais de Campinas

Texto de Julia Kumpera e Daniele Biscoito, Mulheres do Grupo Identidade.

Um relato sobre a II Caminhada de Mulheres Lésbicas, Bissexuais e Transexuais de Campinas – 25 de junho de 2016.

Você, sapatona, acha importante pautar a sua lesbianidade politicamente? Ou estamos falando apenas de expressão de um desejo individual?

Na sociedade em que vivemos, ser lésbica significa romper com o pressuposto da heterossexualidade (compulsória) e com o sexo centrado no falo. Ser lésbica escancara que sentimos desejo a partir do nosso próprio corpo e que não precisamos de um homem para ter orgasmos. Quando adentramos neste imenso mar que é a sexualidade lésbica, descobrimos que podem existir mil possibilidades de (re)inventar o sexo e que o desejo brota em qualquer parte do nosso corpo.

Entendendo a importância de valorizar e dar visibilidade às mulheres lésbicas e de escancarar nossa potência juntas, nos reunimos para a construção da II Caminhada de Mulheres Lésbicas, Bissexuais e Transexuais de Campinas/SP. Entendemos que este seria um importante momento para dar visibilidade às questões lésbicas, além de celebrar nossas ferramentas de resistência contra o cis-tema patriarcal. Este ano nossa homenageada foi a sapa-diva Cássia Eller!

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SENALE/SENALESBI: 20 anos de luta e desconstrução do machismo, do racismo e da LBfobia

Texto de Marinalva Santana para as Blogueiras Feministas.

Entre os dias 09 e 12 de junho de 2016, Teresina, capital do Piauí, sediou o 9° Seminário Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais – SENALESBI. Esta edição do Seminário foi a primeira a garantir o co-protagonismo das mulheres bissexuais, inclusive no nome e na sigla.

Como sabemos, da primeira à 7° edição do evento usava-se o nome: Seminário Nacional de Lésbicas – SENALE. No 8° Seminário, realizado em 2014, na cidade de Porto Alegre, usou-se o nome: Seminário Nacional de Lésbicas e Mulheres Bissexuais, mas a sigla SENALE foi mantida. Na plenária final de Porto Alegre, reconhecendo que as mulheres bissexuais estiveram presentes desde a primeira edição do evento, mas eram invisibilizadas, inclusive no nome do Seminário, deliberou-se pela mudança do nome, que passaria a ser chamado, a partir desta edição do Piauí: SEMINÁRIO NACIONAL DE LÉSBICAS E MULHERES BISSEXUAIS – SENALESBI.

Em duas décadas de existência, o Seminário se consolidou como o maior e mais importante evento do segmento de lésbicas e mulheres bissexuais no Brasil. Além de favorecer o encontro de idéias e proposições, oportuniza a elaboração de estratégias de atuação conjunta que visam garantir e ampliar direitos de lésbicas e mulheres bissexuais.

O 9° SENALESBI aconteceu em uma conjuntura adversa, posto que o avanço das pautas conservadoras tem contribuído para a ameaça de muitas conquistas alcançadas ao longo de nossa organização. Com o tema “20 anos de luta e desconstrução: desafios e perspectivas”, o Seminário mobilizou mais de 170 mulheres de todas as unidades Federação, exceto Amapá e Rondônia.

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