Textos + Lidos de 2017

Em 2017, publicamos 81 textos. Tivemos mais de 30 autoras nesse espaço. Mulheres que querem falar e serem ouvidas. Esse é um movimento constante, sem volta. No mundo, cada vez que não nos deixam falar, nós gritamos. Vão nos ouvir de um jeito ou de outro, porque a onda do feminismo já se tornou um tsunami. Resistimos. Mais do que nunca, resistência é nossa palavra de ordem.

Entre os textos mais lidos, vemos assuntos que sempre atiçam debates acalorados na internet como a participação dos homens, machismo na televisão e na música. Porém, também vemos a mobilização das pessoas que nos leem contra os retrocessos. Em 2018, seguiremos apoiando a resistência feminista.

1. Aos queridos homens que desejam ser aliados das mulheres.

2. 11 anos da Lei Maria da Penha. 11 dados recentes da violência contra a mulher no Brasil.

3. BBB 2017: relacionamento abusivo como entretenimento televisivo.

4. PEC 29/2015: a ameaça do momento ao aborto nos casos já previstos em lei.

5. Sobre drag queens e o Feminino.

6. Quantos livros de mulheres trans será que Chimamanda já leu?

7. 6 canais de lésbicas no Youtube para você visibilizar sempre.

8. Sobre “destransição”, arrependimento e cisgeneridade.

9. E se o aborto fosse legalizado no Brasil?

10. Mulheres negras na política: maioria na sociedade, minoria nos espaços de decisão.

11. Sertanejo feminino: machismo para consumo das mulheres?

12. Pra você que acabou de se descobrir bissexual.

13. “Parece uma travesti” então tu és linda!

14. “Amamos mulheres independentes”. Amam? Até que ponto?

15. Onde estão as mulheres na reforma trabalhista?

[+] Rede independente: as iniciativas que produziram esperança em 2017.

Créditos da imagem: Abril/2017. Mulher protesta durante a Greve Geral contra a Reforma Trabalhista. Foto de Nacho Doce/Reuters.

Jogo digital educativo e feminista: Lutas e Conquistas Femininas

Texto de Sonia Beatriz Leite Ferreira Cabral para as Blogueiras Feministas.

Em 2000, quando começamos a produzir jogos educacionais utilizávamos os CD-ROM como dispositivos de armazenamento. A mudança para o suporte digital, trouxe consigo as necessidades de se adaptar à nova linguagem e às exigências do mercado. Nesse período, passei a frequentar um grupo de estudo e pesquisa sobre gênero e tecnologia e acabei realizando uma pesquisa sobre a história das mulheres no Brasil, ficando fascinada pelo tema. Percebi que era necessário ampliarmos a circulação desses conhecimentos e possibilitar que os estudos sobre as mulheres ultrapassem o mundo acadêmico e fossem disponibilizados para um público mais jovem.

Incorporar pressupostos de gênero ao processo de construção de um jogo exige um compromisso com a pluralidade, com a linguagem inclusiva, e com utilização de imagens não sexistas e estereotipadas. Nesse sentido, produzimos o jogo de tabuleiro lúdico-pedagógico “Lutas e Conquistas”:

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O Machista Nutella

Texto de Samaara Souza para as Blogueiras Feministas.

Muito se tem falado sobre FEMINISMO ultimamente, mas, principalmente contra ele, o chamado antifeminismo. Existem páginas, canais no Youtube e blogs empenhados em plantar a ideia de que a mulher não precisa mais do feminismo, que as feministas são “bruxas” que vieram para destruir os valores da sociedade e que já se vive em situação de igualdade, etc. E, eu fico me perguntando: Como ousam os homens da atualidade se posicionarem contra o feminismo?

Esses homens que se posicionam contra os movimentos feministas são, na maioria das vezes, os mesmo que ganharam muito com ele. Que também foram libertados de uma série de hábitos patriarcais nocivos, que oprimiam seus sentimentos e sensibilidade. Os homens da atualidade não são obrigados a conhecer ferramentas, consertar coisas ou a se dedicar a trabalhos braçais, assim como seus avós eram obrigados a fazer por “serem homens”. Também não são obrigados a perder sua virgindade com prostitutas ou animais só para provar sua “masculinidade”. Podem se preocupar com seus corpos, colocar brincos e piercings sem temer terem sua masculinidade questionada… Podem até se manter infantis até os trinta anos de idade, já que não são mais obrigados a ser o único provedor da família. Tudo isso porque as ideias feministas libertaram não somente as mulheres, mas também os homens de um machismo tóxico, que submetia as mulheres e sobrecarregava os ombros masculinos de responsabilidades super-humanas. O feminismo deu espaço para o surgimento de novas mulheres, mas também de novos homens.

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