Jogo digital educativo e feminista: Lutas e Conquistas Femininas

Texto de Sonia Beatriz Leite Ferreira Cabral para as Blogueiras Feministas.

Em 2000, quando começamos a produzir jogos educacionais utilizávamos os CD-ROM como dispositivos de armazenamento. A mudança para o suporte digital, trouxe consigo as necessidades de se adaptar à nova linguagem e às exigências do mercado. Nesse período, passei a frequentar um grupo de estudo e pesquisa sobre gênero e tecnologia e acabei realizando uma pesquisa sobre a história das mulheres no Brasil, ficando fascinada pelo tema. Percebi que era necessário ampliarmos a circulação desses conhecimentos e possibilitar que os estudos sobre as mulheres ultrapassem o mundo acadêmico e fossem disponibilizados para um público mais jovem.

Incorporar pressupostos de gênero ao processo de construção de um jogo exige um compromisso com a pluralidade, com a linguagem inclusiva, e com utilização de imagens não sexistas e estereotipadas. Nesse sentido, produzimos o jogo de tabuleiro lúdico-pedagógico “Lutas e Conquistas”:

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O Machista Nutella

Texto de Samaara Souza para as Blogueiras Feministas.

Muito se tem falado sobre FEMINISMO ultimamente, mas, principalmente contra ele, o chamado antifeminismo. Existem páginas, canais no Youtube e blogs empenhados em plantar a ideia de que a mulher não precisa mais do feminismo, que as feministas são “bruxas” que vieram para destruir os valores da sociedade e que já se vive em situação de igualdade, etc. E, eu fico me perguntando: Como ousam os homens da atualidade se posicionarem contra o feminismo?

Esses homens que se posicionam contra os movimentos feministas são, na maioria das vezes, os mesmo que ganharam muito com ele. Que também foram libertados de uma série de hábitos patriarcais nocivos, que oprimiam seus sentimentos e sensibilidade. Os homens da atualidade não são obrigados a conhecer ferramentas, consertar coisas ou a se dedicar a trabalhos braçais, assim como seus avós eram obrigados a fazer por “serem homens”. Também não são obrigados a perder sua virgindade com prostitutas ou animais só para provar sua “masculinidade”. Podem se preocupar com seus corpos, colocar brincos e piercings sem temer terem sua masculinidade questionada… Podem até se manter infantis até os trinta anos de idade, já que não são mais obrigados a ser o único provedor da família. Tudo isso porque as ideias feministas libertaram não somente as mulheres, mas também os homens de um machismo tóxico, que submetia as mulheres e sobrecarregava os ombros masculinos de responsabilidades super-humanas. O feminismo deu espaço para o surgimento de novas mulheres, mas também de novos homens.

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Manifesto por um movimento lésbico feminista e anticapitalista e, por isso, transinclusivo, não bifóbico e não genitalizante

Reproduzimos em apoio o manifesto abaixo porque acreditamos que o feminismo significa a inclusão de TODAS as mulheres. A publicação original foi feita no Facebook.

Manifesto por um movimento lésbico feminista e anticapitalista e, por isso, transinclusivo, não bifóbico e não genitalizante

O movimento lésbico tem sido dominado por ideias que nos parecem nocivas para a nossa luta e para outras pessoas. Colocamos no texto abaixo alguns contrapontos que acreditamos que podem nos auxiliar em nossa organização.

Somos lésbicas

Somos mulheres que se relacionam com mulheres. Para trás de nós, há muita luta para podermos dizer isso publicamente, para podermos beijar nossas companheiras na rua, para podermos nos casar, adotar, estar inclusas em planos de saúde familiares, termos direito a ser acompanhantes familiares das nossas companheiras hospitalizadas etc. Reconhecemos e honramos nossa história e temos consciência de que temos ainda muitas batalhas pela frente para conquistar todos os direitos que merecemos e nos livrar das opressões que sofremos.

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