Crônicas Nada Diárias de Uma Feminista Interseccional

Texto de Camila Cerdeira para as Blogueiras Feministas.

Fui convidada a escrever essa coluna pro Blogueiras Feministas e como estou trabalhando a síndrome do impostor que habita em mim, não irei falar agora sobre a surpresa pelo convite e o fato de me achar sem talento de escrita, porém isso vai ficar para outro dia, outra coluna.

Eu pensei, preciso começar com um texto bom, sabe chegar chegando. E a confusão se instalou, do que eu iria falar? Entendam, sou uma mulher cis negra bissexual nordestina nerd e bipolar. Eu grito bingo no jogo da opressão, eu literalmente só não sofro transfobia e capacitismo físico. Por isso, me é tão natural ser uma feminista intersecional.

Dentro da comunidade negra a minha vivência como mulher não hetero é muitas vezes ignorada. Na comunidade LGBT, além de da bifobia que eu sofro de gays e lésbicas, eu ainda preciso lidar com o racismo velado ou não que existe na comunidade. O meio nerd é ainda um espaço muito masculino, branco e hetero, ainda que eu participe de grupos só pra minas ainda serão grupos muito brancos e heteros e eu vou continuar deslocada.

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Um brinde à sua saúde: 5 dicas para mulheres bissexuais melhorarem sua saúde e bem estar

Texto de Audrey Faye. Publicado originalmente com o título: “Here’s To Your Health: 5 Ways Bisexual Women Can Pursue Better Health & Wellness”, no site Autostraddle em 31/03/2015. Tradução de Jéssica Alves e revisão de Bia Cardoso para as Blogueiras Feministas.

Os números são evidentes: mulheres bissexuais correm maior risco de terem a saúde mental e física prejudicadas, estão mais propensas à pobreza, vício, violência e, com frequência, estão sujeitas à discriminação dentro do sistema de saúde. Porém, não somos obrigadas a aceitar assistência médica de baixa qualidade ou negligência. Felizmente, a Comunidade Bi está se unindo para propor melhorias na conscientização e no acesso ao sistema de saúde.

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“Já que não me entendes, não me julgues, não me tentes”: um relato sobre a II Caminhada de Mulheres Lésbicas, Bissexuais e Transexuais de Campinas

Texto de Julia Kumpera e Daniele Biscoito, Mulheres do Grupo Identidade.

Um relato sobre a II Caminhada de Mulheres Lésbicas, Bissexuais e Transexuais de Campinas – 25 de junho de 2016.

Você, sapatona, acha importante pautar a sua lesbianidade politicamente? Ou estamos falando apenas de expressão de um desejo individual?

Na sociedade em que vivemos, ser lésbica significa romper com o pressuposto da heterossexualidade (compulsória) e com o sexo centrado no falo. Ser lésbica escancara que sentimos desejo a partir do nosso próprio corpo e que não precisamos de um homem para ter orgasmos. Quando adentramos neste imenso mar que é a sexualidade lésbica, descobrimos que podem existir mil possibilidades de (re)inventar o sexo e que o desejo brota em qualquer parte do nosso corpo.

Entendendo a importância de valorizar e dar visibilidade às mulheres lésbicas e de escancarar nossa potência juntas, nos reunimos para a construção da II Caminhada de Mulheres Lésbicas, Bissexuais e Transexuais de Campinas/SP. Entendemos que este seria um importante momento para dar visibilidade às questões lésbicas, além de celebrar nossas ferramentas de resistência contra o cis-tema patriarcal. Este ano nossa homenageada foi a sapa-diva Cássia Eller!

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