Com a Gestão Dória, Prefeitura de São Paulo corta atendimento a vítimas de violência doméstica e protetores de animais

Texto da Equipe de Coordenação das Blogueiras Feministas.

Movimentos de Mulheres e Protetoras de Animais Independentes denunciam o fim de programas essenciais em São Paulo.

Logo no começo de seu mandato, o “gestor de São Paulo”, João Dória, extinguiu a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres. A partir daí já sabíamos que as mulheres de São Paulo iriam ter problemas.

O atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica aumentou 31% nos centros de defesa e convivência da capital paulista, no primeiro trimestre de 2017. Apesar da alta, a gestão do prefeito João Doria cortou em R$ 3 milhões a verba repassada para o funcionamento dos espaços. Nos três primeiros meses de 2016, 9.228 mulheres procuraram ajudam nos Centros de Defesa e Convivência da Mulher (CDCM) espalhados pela cidade. Em 2017, no mesmo período, 12.138 atendimentos foram realizados. Referência: Gestão Doria corta verba de atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica.

Os bairros líderes em atendimento estão na Zona Sul e na Zona Leste. Os casos mais comuns que são levados aos CDCMs são de estupros, ameaças e espancamentos, que podem até terminar em mortes. Como proteger essas mulheres cortando custos? Qual o motivo da prioridade de Dória de se colocar contra as mulheres?

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Por que eleger prefeitas e vereadoras em meio à crise política?

Texto de Priscilla Brito para as Blogueiras Feministas. 

Então, o que afinal podem fazer vereadoras e prefeitas nos seus municípios em meio à crise política e econômica em que vivemos? No texto de ontem: Por que votar em meio à crise política? Compartilhei algumas das questões sobre as quais tenho pensado e que antecedem a reflexão sobre esses papeis e sua importância no contexto político atual.

As pessoas com as quais conversei argumentaram que as candidaturas feministas tem pouca pretensão de ganhar e são como um convite ao debate ou uma tentativa de incomodar os espaços da política, tradicionalmente dominados por homens brancos, heterossexuais e cisgêneros. Acreditamos que as instituições podem servir para promover a igualdade e por isso faz sentido almejar ocupá-las para então transformá-las.

O desafio é imenso. Em 2016, 5.568 cidades escolherão novas prefeituras (somente Brasília e Fernando de Noronha não fazem eleições desse tipo) e novas composições para as câmaras dos municípios. Embora o Brasil tenha uma estrutura de poder centralizada, com grande acúmulo de poder no Governo Federal, há algumas questões relevantes a cargos desses poderes.

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