A mulher no mercado de trabalho

Texto de Thayz Athayde.

Já vi por aí, que a mulher que se dedica tanto ao casamento e a função materna, acaba sem tempo para investir em uma carreira profissional.

Trabalhar na área de Recursos Humanos faz com que eu consiga perceber que a mulher está se profissionalizando muito mais e disputando vagas com os homens de igual para igual. A mulher está ocupando espaço como gestora, nas áreas técnicas, operacionais, TI, comercial… Diversas áreas que antigamente eram taxadas apenas para homens, têm mulheres fazendo um excelente trabalho.

Áreas em que muitas vezes ficavam estabelecidas que fossem apenas masculinas. Sabe como é que é, né? Mulher entra na empresa, sai por ai engravidando (como se a mulher engravidasse sozinha), é muito fraca para fazer as coisas, tem cólica e não trabalha… Quantas vezes ouvi isso na abertura de vagas somente masculinas!

Certa vez, um cliente abriu uma vaga para Encarregado Administrativo Financeiro e deu preferência para mulheres, pela liderança natural e pelos detalhes que a mulher tanto dá atenção. Claro, esse não é um padrão feminino, nem toda mulher é assim, mas reconhecer esses tipos de qualidade em uma disputa para vaga de emprego, é uma grande vitória.

Bem, entrevistei uma candidata maravilhosa, fiquei encantada com sua história e quero dividir com vocês. Ela é uma excelente profissional, conseguiu fazer a empresa que ela entrou como estagiária crescer absurdamente e por isso saiu da empresa como Encarregada Financeira. É uma mãe solteira de 30 anos, a filha tem 11 anos, ela se sustenta sozinha e sente muito orgulho disso: não precisa de ajuda de ninguém para criar a filha. Além disso, é estudante de Ciências Contábeis (um curso extremamente masculino) e uma das primeiras da turma. Sempre ouve piadas machistas, sobre o fato de ter filha, morar sozinha e fazer um curso em que a maioria é homem, sempre falam que a vida dela seria mais fácil se ela encontrasse um marido rico e ela responde que já encontrou: a carreira profissional.

Tive a oportunidade de conhecer mulheres que são líderes de grandes empresas. A maioria delas é solteira ou casada, mas normalmente não tem filhos e, por esse motivo são taxadas de infelizes (não vou falar muito sobre, a Georgia já falou muito bem no texto sobre a tia solteirona). Mas, elas não são infelizes, elas são mulheres que optaram por outro tipo de vida e que são muito felizes por suas escolhas. Quantas mulheres ainda existem por aí, que são completamente frustradas por não conseguirem fazer uma faculdade? Tudo por causa da cultura machista, onde a mulher não pode ter o direito de não querer ter um casamento com ou sem filhos.

Temos ainda muita luta pela frente, muita coisa para ser vencida. Infelizmente ainda é comum ligar para uma candidata e ela dizer que vai pensar na vaga, pois precisa ver o que o marido acha primeiro. Essas fronteiras também têm que ser quebradas e uma das formas de fazê-lo é com o feminismo, conscientizando essas mulheres de que elas podem, sim, amar o marido e ainda tomar grandes decisões sozinhas.

O que importa na verdade é ver tantas mulheres se dedicando e disputando o mercado de trabalho, com as mesmas armas masculinas. Atendo várias empresas, que por exemplo, já disponibilizam o auxilio-creche como um beneficio, isso é uma vitória para todas as mulheres. Uma de muitas que venceremos!