O Feminismo de cada um@ de nós

Texto de Claudia Gavenas.

Antes de entender-me por feminista eu acreditava que  “para fazer parte” do movimento era necessário seguir um protocolo que consistia em: participar de protestos de rua, estudar a fundo teóric@s do Feminismo e lutar apenas pelas causas relacionadas aos direitos das mulheres. Com o tempo, com a convivência com outras feministas e principalmente após fazer parte do nosso grupo de discussão e do blog, finalmente compreendi que o Feminismo é antes de tudo, um movimento plural.

Sim, o Feminismo é plural. Plural porque envolve diferentes correntes políticas e ideológicas. Plural porque engloba uma série de práticas e posturas diferenciadas. Plural porque permite inúmeras possibilidades de ativismo e disseminação. E é plural porque luta contra várias formas de opressão e relações de poder,  inseridos em contextos variados. E como cada contexto é único, é impossível condensar o Feminismo como um movimento unilateral.

Por isso, há um estranhamento de minha parte quando tenho contato com discursos apresentando fórmulas prontas do que é ou não ser feminista.  E na grande maioria desses discursos, há certa distorção de valores que perpassam as características supracitadas. Como falar de feminismo sem que sejam consideradas todas as suas vertentes? Como ditar regras e condições para qualificar ou não uma manifestação de pensamento?

Um texto muito bom para ajudar a compreender a pluralidade feminista é o Feminismo no plural: para pensar a diversidade constitutiva das mulheres, de Gema Galgani Silveira Leite Esmeral. Este texto discute justamente o posicionamento de diversas autoras e militantes com relação aos diversos feminismos existentes.

Então, se você (como eu) acreditava que o Feminismo era um movimento que permitia apenas uma interpretação ou manifestação, esta é uma oportunidade para mudar de idéia.