Desculpe por estragar o seu céu: machismo no grafitti

Por Panmela Castro. Eu recebi meus "amigos" em minha casa. Além das tintas, churrasco e cerveja de graça para todos, eu dei uma coisa muito mais importante: meu carinho. Eu, que sempre sou desqualificada como "a exibida" e "a que gosta de chamar atenção”, doei a minha energia para que seu painel ficasse bastante bacana…

O B, o T e outras letrinhas no mundo nefasto da LGBTfobia

Texto de Bárbara Araújo para as Blogueiras Feministas. Da sigla LGBT, o B e o T têm algumas coisas em comum. Uma delas é a capa de invisibilidade. O T tem sido sistematicamente abandonado pela letrinha dominante no movimento e pela sociedade como um todo. O desconhecimento e a falta de compreensão social em relação…

A experiência de ser pária social

Texto de Raphaela Comisso para as Blogueiras Feministas. Não se pode esquecer que rachaduras quase imperceptíveis podem se desdobrar ou se alargar profundamente e produzir efeitos inimagináveis. (LOURO, 2009, p. 141) Constituir-se como pária social é uma experiência marcada por características específicas, sobretudo pela marginalização e precarização da vida. Isso não quer dizer que seja uma…

Os meninos esquecidos que não tem nome

Texto de Ana Rita Dutra. Eles parecem não ter nome. São os molequinhos, os sujinhos, os suspeitos. Perambulam pelas ruas, gritam com as pessoas, até batem a sua carteira. Estão invisivelmente nas escadarias das igrejas, nas marquises dos prédios, deitados no cordão da calçada. Qual o nome deles? Eles não tem nome. As vezes pergunto para determinada…