#BlogFem entrevista candidatas feministas: Fabiana Martins

Esse mês, estamos publicando uma série de entrevistas com candidatas a vereadoras de várias cidades brasileiras, que declaram-se feministas, com o objetivo de publicizar propostas feministas e incentivar maior participação das mulheres na política.

Fabiana Martins é candidata a vereadora pelo PC do B na cidade de Maringá/PR.

Coligação: PT / PROS / PTN / PC do B. Página no Facebook: Fabiana Martins.

1. Você pode fazer um resumo sobre sua trajetória política até essa candidatura?

Minha trajetória começou quando conheci o movimento estudantil aos 16 anos. Me filiei à União da Juventude Socialista e logo entrei em contato com os debates feministas e de luta anti racista. Em 2013 fui na Marcha das Vadias, o que considero um ato extremamente importante para uma cidade tão conservadora como Maringá. Depois em 2015 protagonizamos a Marcha Fora Cunha – Contra a PEC 5069 e esse ano a Marcha Por todas Elas que reuniu cerca de 1000 mulheres de várias vertentes unidas contra a cultura do estupro. Este ano me filiei ao PCdoB e coloquei o meu nome à disposição para ocupar uma cadeira no legislativo, pela representatividade e pela emancipação das mulheres!

2. Quais você considera que são os principais problemas a serem enfrentados pelas mulheres hoje?

Os principais problemas que enfrentamos enquanto mulheres é a constante objetivação e a invisibilidade na implementação de politicas publicas. Apesar das estatísticas gritantes de violência e pobreza, o poder publico aliado à sociedade omissa nos desarticulam, o que dificulta nossa organização enquanto segmento.

3. Qual tema feminista você tentará ter como foco caso seja eleita?

Vou trazer pro foco a humanização no treinamento das delegadas da delegacia da mulher, fazer articulação com o governo do Estado para tornar a delegacia da mulher 24h e fortalecer a rede de proteção à mulher, alem de apoiar, incentivar a organização das mulheres em entidades de luta

4. Quais as dificuldades em ser uma candidata feminista no sistema político brasileiro?

O termo feminista fora do meio acadêmico já é pesado por causa da constante difamação das mulheres que se negam ser exploradas, portanto é uma reafirmação diária, mas ao mesmo tempo é muito gratificante aproveitar essa estrutura que o partido dispõe para explanar questões do cotidiano que fazem parte das nossas vidas mas que muitas não sabem que levam o nome de feminismo, como lutar por uma vaga na creche, denunciar o companheiro agressor, ser chefe de família, etc.. Aqui em Maringá temos um vereador que se diz abertamente contra a “ideologia de gênero” o que nos motiva a lutar mais ainda por uma cadeira no legislativo para bater de frente com esses ideias reacionárias.